sexta-feira, 1 de junho de 2018
quinta-feira, 31 de maio de 2018
TEMPO DE DESAMOR
Tudo na vida cansa.
Até o que nos faz bem.
As coisas boas nos entediam.
Enjoamos de tudo
Sem motivos ou razões plausíveis.
Às vezes penso que nosso espírito
Anseia por penar e sofrer.
Mesmo àqueles que melhor lidam
Com as angústias e dores humanas
No íntimo pesa-lhes a (in)consciência
Da couraça na qual se protegem
E o travo amargo das coisas não alcançadas.
A vida é o que permitimos que ela seja.
Feliz de quem se compraz
Em ter um ofício, um lar,
E colher o fruto de seu trabalho
Sem complicações e dúvidas existenciais.
Livre das mutilações que a vida nos impõe.
Minha alma velha clama por paz de espírito.
Meu grito inútil ecoa como o de um animal ferido.
De antigos devaneios afloram reminiscências compassivas.
De antigos devaneios afloram reminiscências compassivas.
De horas vazias em camas vadias,
Substrato da juventude que nenhum remorso tem.
Ah, o que a vida engendra que se possa reter ?
Sem desmerecer-nos, em face de tantos embustes
Que dilaceram a alma com a extraviada visão
De sonhos que punem.
Redimindo a matéria, redimindo os sonhos...
Esse é um tempo de desamor.
De escassa consciência e eflúvios de almas doentias.
O tempo passado e o tempo futuro
Convergem para o que poderia ter sido e não foi.
Fui o que sou.
Sou o que restou do que fui.
Extinto o tormento do amor insatisfeito,
Substrato da juventude que nenhum remorso tem.
Ah, o que a vida engendra que se possa reter ?
Sem desmerecer-nos, em face de tantos embustes
Que dilaceram a alma com a extraviada visão
De sonhos que punem.
Redimindo a matéria, redimindo os sonhos...
Esse é um tempo de desamor.
De escassa consciência e eflúvios de almas doentias.
O tempo passado e o tempo futuro
Convergem para o que poderia ter sido e não foi.
Fui o que sou.
Sou o que restou do que fui.
Extinto o tormento do amor insatisfeito,
O que finda não retorna a antiga forma.
Deposto na letargia de um mundo
amoroso e patético.
domingo, 27 de maio de 2018
sexta-feira, 25 de maio de 2018
quinta-feira, 24 de maio de 2018
sábado, 19 de maio de 2018
JÁ ERA
Amor que é amor tem que ser meio doido.
Doído como unha encravada.
Ardido feito pimenta malagueta.
Tem que ser osso duro de roer.
Incomodar como dor de dente.
Dar raiva, vontade de bater.
Porque amor que é amor
Amor que é amor tem que ser meio doido.
Doído como unha encravada.
Ardido feito pimenta malagueta.
Tem que ser osso duro de roer.
Incomodar como dor de dente.
Dar raiva, vontade de bater.
Porque amor que é amor
não comporta indiferença.
Não se acomoda, não dorme de touca.
Briga pelo que lhe pertence.
Briga pelo que lhe pertence.
Não deixa barato.
Não dá sopa para o azar.
Pois confiança tem limite.
E quem ama cuida.
Não dá sopa para o azar.
Pois confiança tem limite.
E quem ama cuida.
Não deixa o barco adernar.
E se deixou, é porque não era amor.
Pode até um dia ter sido,
mas se deixou murchar, já era.
Como uma flor que esquecemos de regar.
Pode até um dia ter sido,
mas se deixou murchar, já era.
Como uma flor que esquecemos de regar.
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