as verdades que importam
Há perguntas que não nos deixam em paz.
Aparecem no silêncio da noite, diante das dúvidas,
das escolhas, ou simplesmente quando percebemos
que estamos vivendo sem saber, exatamente,
o que é viver.
Há perguntas que não procuram respostas definitivas.
Procuram justificativas.
Há perguntas que não precisam de resposta.
Simplesmente procuram alguém, ou algo, capaz
de permanecer o tempo suficiente
para descobrir o que realmente carregam.
Às vezes uma resposta ilumina.
Outras vezes, apenas abre portas para questões mais fundas.
Quase sempre, é a necessidade de olhar melhor
para aquilo que sentimos, tememos ou desejamos.
São perguntas que não pedem resposta imediata.
Pedem tempo, prudência, sabedoria.
Tempo para reconhecer as verdades que importam.
Prudência para desconfiar das respostas fáceis.
Sabedoria para lidar com questões para as quais
não há respostas definitivas.

