domingo, 22 de fevereiro de 2026


                       cansei de bancar o forte


De que adianta postar indireta no story 

se não temos diálogo.

Se nossa comunicação sempre foi falha.

Nada do que faço te satisfaz.

Por qualquer coisa põe fogo no barraco

Fiz tudo o que podia, até morar junto tentei, 

para ficar junto do nosso filho.

Mas deu tudo errado.

Você só vê o teu lado.

Só sabe cobrar e reclamar.

E ainda por cima de faz de vítima.

Não sei mais o que faço.

Não queria desistir mas cansei de bancar o forte.

Assumo meu fracasso.

Fiz tudo errado pelos motivos certos.

É só o que me serve de consolo.
















terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

 

                         a teoria da cadeira


A chamada **teoria da cadeira** não fala de amor, amizade ou parceria de forma romântica. Ela fala de comportamento. A ideia é simples: algumas pessoas não entram na sua vida para construir algo com você. Elas entram apenas para ocupar um lugar. Enquanto a cadeira está disponível, confortável e útil, elas permanecem sentadas. Quando surge algo melhor, levantam sem culpa, sem explicação e sem olhar para trás.


Segundo essa teoria, o erro mais comum não é a pessoa ir embora. O erro está em confundir ocupação com vínculo. Quem ocupa um lugar não cria raiz. Não sustenta conflitos, não atravessa fases difíceis e não permanece quando a relação deixa de ser conveniente. Está ali apenas enquanto tudo é fácil.


A teoria da cadeira se aplica a relacionamentos amorosos, amizades, trabalho e até relações familiares. Sempre que alguém só está presente enquanto recebe algo, enquanto é confortável ou enquanto não precisa se comprometer emocionalmente, não há relação real. Há uso. A cadeira existe para servir, não para ser cuidada.


Muita gente demora a perceber porque confunde frequência com compromisso. A pessoa está ali todos os dias, conversa, ri, promete. Mas no primeiro desconforto, some. Isso acontece porque nunca houve intenção de ficar. Apenas intenção de sentar. A imagem da cadeira pegando fogo representa exatamente isso: quando o ambiente esquenta, quem nunca criou vínculo se levanta.


A teoria não ensina a desconfiar de todo mundo. Ela ensina a observar padrões. Quem quer construir permanece mesmo quando o clima muda. Quem só quer ocupar espaço sempre encontra uma desculpa para sair. Não é falta de amor, tempo ou maturidade. É falta de intenção.


Compreender essa teoria muda a postura. Você para de implorar presença, de negociar respeito e de tentar convencer alguém a ficar. Aprende que quem quer ficar, fica. Quem quer apenas a cadeira, vai embora assim que surgir algo mais confortável.


Isso não endurece o coração. Pelo contrário. Torna você mais seletivo. Nem todo mundo merece sentar à mesa da sua vida. Algumas pessoas só sabem ocupar espaço, não sabem sustentar vínculo. E reconhecer isso é um ato de lucidez, não de frieza.


Quando você entende a teoria da cadeira, para de sofrer pela saída de quem nunca ficou de verdade. E passa a abrir espaço para quem sabe sentar, permanecer e construir, mesmo quando a relação esquenta.



#motivation #selflove #braga_conecta #mondaymotivation #positivevibes




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026


                         o que punge e atormenta



Quebrados e juntos, afinal,

vamos como quem nada espera.

Atendo-nos ao que existe. 

Ou seja, ao que punge e atormenta.

E como tal, tornando o tempo que estamos juntos, estranhamente longo,

a medida que encurta.


Tudo bem, pode muito bem não haver amor entre nós.

Carência de minha parte, conveniência da tua.

Ironia do destino seria você só descobrir agora,

quando estou prestes a ir embora,

que o teu amor já não me serve 

para mais nada.



            o amor a tudo me obriga


Você diz que não me ama, 

mas tem medo de me perder.

Fria e calculista, se torna permanente

enquanto se afasta.

Seguimos firme nessa toada,

trevas e luz em eterna batalha.


Algumas palavras duras nunca cicatrizam.

Não me iludo, já logo me esquecerás.

Mas até lá, faço tudo o que for capaz.

Se não tento, não fico em paz.

Indiferente ao fato de ser amado ou não.


O amor a tudo me obriga. 

Mas nada prometo, além do que posso dar.

E não é pouco.

Te amar mesmo quando não mereces.





domingo, 8 de fevereiro de 2026

 

            a mulher séria



Enquanto você estiver namorando com ela, sempre haverá homens por perto. Bajulação, tentativas, mensagens, olhares. Isso faz parte do ambiente. Fingir controlar esse ruído externo é ingênuo e fraco. Não é seu trabalho vigiar outros homens ou se tornar um policial emocional. Seu foco não está aí.


A diferença real não está em quantos homens a procuram, mas em como ela responde. Uma mulher que te respeita cria limites por si mesma. Não precisa de avisos nem ameaças. Corte avanços, recuse convites e deixe claro que tem um homem. Isso se faz por convicção, não por medo.


A responsabilidade é sua. Mulher séria não se coloca em situações ambíguas. Não dá atenção, não entrega seu número a estranhos e não age como se estivesse disponível. Também não vive provocando online como se o relacionamento fosse um acessório opcional. Coerência é o filtro.


Tu não competes. Você avalia. Você observa comportamentos, não promessas. Se sua atitude contradiz o que uma mulher com princípios faria, você não negocia nem dramatiza. Vai embora, simples assim. Distanciar-se é caráter, não frieza. O homem que se respeita não implora limites; escolha.


Não tente mudá-la. O comportamento revela valores. E quando os valores não alinham, o custo de insistir é você que paga. Levar a sério quem não se leva a sério é assinar seu desgaste. Respeito se sustenta com padrões claros e decisões firmes.


Seja sábio. Mantenha sua moldura. Relacionamento correto não exige vigilância constante nem inveja teatral; exige coerência. Domínio Total do Ser é para homens que não perseguem controle, perseguem ordem. Aqui não se mendiga lealdade: reconhece-se quando existe e afasta-se quando não. 




domingo, 1 de fevereiro de 2026

             MEUS MELHORES DIAS

Fabrício Carpinejar 


Haverá dias em que não trocaremos sorrisos generosos. Haverá dias em que não nos beijaremos com a mesma ênfase. Haverá dias em que nos atrapalharemos com as demandas do trabalho e mal conversaremos. Haverá dias em que nos faltará ânimo para romper a solidão e comunicar o que nos confunde por dentro. Haverá dias de boletos, contas acumuladas e nervosismo dos prazos. Haverá dias em que os outros roubarão a nossa atenção no almoço ou no jantar. Haverá dias de excesso de tela, de dependência do algoritmo. Haverá dias em que não dividiremos o silêncio do sol nem nos chamaremos para espiar a lua. Haverá dias de pura água, sem o rubi do vinho. Haverá dias em que serei irritante, e recomendarei que você tome distância. Haverá dias em que um copo quebrará, o chuveiro estragará, a televisão não funcionará, a internet cairá e teremos que suportar os vazios e seguir adiante. Haverá dias em que sentiremos vontade de chorar ou de gritar. Haverá dias em que não acertaremos o sal da comida, o açúcar das palavras. Haverá dias que passarão correndo e não andaremos de mãos dadas. Haverá dias que permanecerão na intenção e não cumpriremos o que planejamos. Haverá dias muito longe da perfeição. Mas, Beatriz, ainda serão os nossos dias juntos. Para mim, ainda serão os melhores dias da minha vida, porque estarei ao seu lado.


                   antigo enredo



Amor e ódio.

Ódio e amor. 

Palavras que saem facilmente da tua boca.

Sempre reclamando de tudo.

Fazendo drama.

Fica irada quando contrariada.

Não faz questão de ser agradável, a não ser

por interesse.


Você diz que sou complicado, mas você 

é que é limitada e instável.

Não se dá conta da imensa sorte de me ter

por perto.

Mas para mim já deu.

Retornar ao antigo enredo está fora de cogitações.

Esqueça-me, antes que te esqueça.

Ou queira-me de verdade, antes que seja tarde.

Simples assim.









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