quinta-feira, 28 de maio de 2026

 


          de como se livrar de uma pessoa tóxica



Parabéns. Finalmente encontraste as forças para bater a porta. Deixaste aquela pessoa que te sufocava, te manipulava e espezinhava a tua autoestima. Pensas que o mais difícil já passou e que a liberdade te estende os braços.

Sim, é o que todos nós imaginamos.

No entanto, é exatamente nesse preciso instante que começa a fase mais escorregadia da tua reconstrução.

Deixar um manipulador não é o mesmo que uma rutura normal.

É uma verdadeira desintoxicação psicológica. O teu cérebro está habituado a uma montanha-russa emocional: à privação, ao estresse e, depois, às reconciliações na cama.

Quando tudo para de repente, o silêncio torna-se ensurdecedor.

O vazio instala-se. 

E, nesse vazio, a tua mente vai começar a pregar-te partidas para te empurrar de volta para o teu carrasco.

Aqui estão os 6 erros fatais que te espreitam logo após a rutura, e o que deves imperativamente fazer em vez disso para salvares a tua pele.

Erro n.º 1: Procurar uma explicação final (A necessidade de fechar o ciclo).

Queres sentar-te à mesa para lhe dizer as verdades ou esperar que ele finalmente compreenda o mal que te fez.

O manipulador nunca irá pedir desculpa sinceramente.

Ele usará esse último encontro apenas para te culpar novamente.

Em vez disso:

Aceita que a tua própria decisão é a tua única explicação. O silêncio absoluto é a melhor das respostas.

Deixa-o sozinho com a sua falta de maturidade diante do seu próprio reflexo.

Erro n.º 2: 

Espiar as suas redes sociais.

Ver as suas "stories,"  verificar se está online, tentar saber se já está feliz sem ti.

Isto é masoquismo digital. Estás a infligir a ti próprio descargas de ansiedade gratuitas e desnecessárias.

Em vez disso:

Bloqueia-o em todo o lado, sem exceção.

Elimina também aqueles amigos em comum que são toscos e demasiado curiosos.

Como dizia Friedrich Nietzsche:

Se olhares muito tempo para o abismo, o abismo também olhará para ti. Desvia o olhar.


Erro n.º 3:

Idealizar o passado nos momentos de solidão.

No domingo à noite, quando a casa está vazia, a tua memória faz uma triagem seletiva e traiçoeira. Esqueces os gritos, as humilhações e as lágrimas. Lembras-te apenas daquelas férias ao sol e dos primeiros meses mágicos.

Em vez disso:

Escreve a "lista do horror". Pega num caderno e aponta as piores rasteiras, as mentiras e aquela sensação de nó no estômago que tinhas quando estavas com essa pessoa. 

Releia essa lista sempre que a tua mente vacilar.

Erro n.º 4: 

Querer continuar amigo por "maturidade".

«Nós amámo-nos, não vamos passar a ser desconhecidos.»

Esta é a frase preferida dos perversos narcisistas para manterem um pé na tua vida e continuarem a vigiar-te.

Ninguém vai beber um café com a pessoa que tentou afogá-lo.

Em vez disso:

Tornem-se perfeitos desconhecidos. 

A verdadeira maturidade consiste em saberes proteger-te. 

Corta os contatos definitivamente para permitires que o teu coração cicatrize.


Erro n.º 5: 

Mergulhar imediatamente numa "relação penso-rápido".

Tentar preencher o vazio com outra pessoa para não sofreres.

Se ainda não te curaste dessa dependência psicológica, vais atrair exatamente o mesmo perfil de predador. 

Mudarás de rosto, mas a história será a mesma.


 Em vez disso:


Aprende a domesticar a tua solidão. Oferece-te o luxo de te reencontrares, de redescobrires o que gostas de comer, de ver ou de fazer, sem teres de pedir permissão a ninguém.


Erro n.º 6: 

Guardar objetos, fotos, qualquer coisa que te traga lembranças.

Purifica o teu espaço vital. A tua casa tem de voltar a ser um santuário de paz.


EM RESUMO:

A recaída após uma rutura tóxica é humana, mas não é uma fatalidade. Não te culpes por teres momentos de fraqueza ou por teres vontade de chorar. 

O caminho para da liberdade é tudo menos uma linha reta: é uma escada onde subimos dois degraus e, às vezes, descemos um.

O importante não é nunca cair, é não te enredar na armadilha que o teu ex te estende. 

Tu partiste a gaiola. Agora, reaprende a voar ao teu próprio ritmo.


#storefront 

#Quentin 

#machado

terça-feira, 26 de maio de 2026

 



Um narcisista não "não consegue" beijar fisicamente. Ele não beija, ou beija de um jeito vazio, por 3 motivos psicológicos:

*1. Beijo é intimidade real, e narcisista foge de intimidade real*

Beijar de verdade exige entrega, vulnerabilidade, estar presente no outro.  

O narcisista vive numa bolha de controle e imagem. Intimidade real o assusta porque ele teria que baixar a guarda e mostrar que também precisa, que também sente medo, insegurança. E isso fere a máscara de "perfeito e superior".

Então ele ou evita o beijo, ou transforma o beijo em performance pra controlar.

*2. Ele usa o afeto como ferramenta de poder, não como conexão*

Pra maioria das pessoas, beijo = carinho, conexão, desejo pelo outro.  

Pro narcisista, afeto é moeda de troca:  

- Beija quando quer te manter presa/o  

- Se recusa a beijar quando quer te punir, te desestabilizar, te fazer implorar atenção  

- Beija de forma mecânica, fria, sem presença, porque o foco dele não é você, é o efeito que ele causa em você

É por isso que muitas pessoas dizem: "ele me beijava, mas eu não sentia nada. Era vazio".

*3. Falta de empatia emocional*

O narcisista tem dificuldade real em sintonizar com o sentimento do outro.  

Beijar exige ler o outro: tá gostando? Tá devagar? Tá com vontade?  

Como ele não se conecta emocionalmente, o beijo vira um ato mecânico ou egocêntrico. Ele beija do jeito que _ele_ quer, na hora que _ele_ quer, sem se importar se foi bom pra você.

*Resumo cruel mas real:

O narcisista não beija pra amar. Beija pra controlar, pra alimentar o ego, ou pra te manipular. Quando perde o interesse em te controlar, o beijo some.

Isso explica muita coisa da experiência que as mulheres relatam: "no começo era fogo, depois virou gelo".


* reproduzido do Facebook

domingo, 24 de maio de 2026


                          

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Sou íntimo das coisas desimportantes, das coisas

descartadas, das estrelas que não luzem.

Afeito as grotas, gretas, ruelas.

Me desviando das ausências e cômodos desocupados.

Fiel aos desejos que não cessam. 

Refestelo-me com os prazeres mais simples, em meio

ao rebanho que apascenta o pastor.

Acalento o dom de viver sem expectativas,

à força da mudez dos sonhos.

Arrimo de suspiros, arrepios,

caminhos de arrebol.

Sismo de andar à beira do desvario, eventualmente

enlouquecer, a boca em ruínas, os olhos

cegos de evidências.

No roçado da vida, partilho o mundo

impregnado de miséria e tristeza.

Para ao fim e ao cabo, refazer-me no amor

que com amor se paga.







sábado, 23 de maio de 2026


                                  por hoje e para sempre



Gosto do teu jeito espevitado.

Do teu ar melancólico e reticente. 

Que me faz querer protegê-la, abraça-la

como se abraça uma criança.

Gosto do teu jeito de falar, de andar, de sorrir.

Gosto de te ver enquanto te vestes.

E mais ainda quando te despes.

Que é quando te tenho

como se fosse só minha.


Ah, quantas vezes os desejos

que a alma precisa e a vida nega,

passam como o voo de um pássaro.

Ligeiros, incertos.

Te amar me alegra e me entristece.

Por não ter nada além de tão pouco.

Não a quero por alguns momentos.

Eu a quero como sem queria antigamente.

Por hoje e para sempre.





                         camaleoa



Nem alegre, nem triste.

Nem começo, nem fim.

Não é a primeira vez

que o amor foge de mim.


Camaleoa, perdi teu rastro.

A única pista é este teu gesto,

apenas esboçado,

não sei se amigável,

ou mais uma forma de me ferir.


Nada dura.

Tudo é impostura. 

Não há cura.

sem uma dose de loucura.


Nem alegre, nem triste.

Nem começo, nem fim.

Não é a primeira vez

que o amor foge de mim...






sexta-feira, 22 de maio de 2026


                                  desejos


Tudo o que desejo

é não ter desejos.

Não desejar,

nada querer,

para tudo ter.


Tudo o que é

pode não ser.

Entre o amanhecer

e o entardecer,

tudo pode acontecer.


Amarga brandura,

doce ira.

Dura é a vida,

que com uma mão dá

e a com a outra tira.









                         lutas



Há lutas que não se ganha.

E há lutas que se ganha

sem se lutar.

Contra sentimentos não correspondidos.

Contra a rejeição que te mata aos poucos.

Lutas que não vale a pena lutar.


Pensei que não poderia viver

sem o amor da mulher amada,

do filho querido.

Até me dar conta

que eles viviam muito bem

sem mim.

Desencanei.

Há lutas que não vale a pena lutar.




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