quarta-feira, 8 de julho de 2026


                            a vida se repete

                            (versão musicada)


Hoje está tudo bem.

Amanhã já não sei.

Hoje está tudo bem, 

amanhã já não sei.


A vida se repete até chegar

ao impasse,

ou a um ponto sem volta.

Que é quando as pedras rolam

e até as flores choram.


Disseram que triste seria meu fim.

Houve até quem risse de mim.

Mas se a vida é um circo sem lona

nem dono,

eu sou o palhaço que riu por último.


Se meu mundo desabou e virei motivo de chacota, 

de tanto erro crasso, 

oooooh-lá-lá...oooooh-lá-lá

virei coach e monetizei meu fracasso.


Hoje está tudo bem,

amanhã já não sei. 

Hoje está tudo bem,

amanhã já não sei.

Mas já nada me assusta.

Cada tropeço me trouxe até aqui.

Quem não teme a queda aprende

a ir além.

E eu só levo comigo,

aquilo que me faz bem.


Hoje está tudo bem, 

amanhã já não sei.

Hoje está tudo bem, 

amanhã já não sei.








segunda-feira, 29 de junho de 2026


                               quando as pedras rolam



Hoje está tudo bem.

Amanhã já não sei.

A vida se repete até chegar ao impasse.

Ou a um ponto sem volta.

Que é quando as pedras rolam.


Tenha isso sempre em mente.

Não somos nada se não tivermos serventia.

Ninguém respeita quem não tem nada a oferecer.

Somos meras peças de uma engrenagem

fria e calculista.

Os prazeres da vida passam, as dores 

e os dissabores ficam.

O amor esconde os defeitos, enquanto 

nos põe algemas.

Na vida há vários caminhos.

De luzes e cruzes.

De rosas e espinhos.


Hoje está tudo bem.

Amanhã, já não sei.

A vida se repete até ao impasse.

Ou a um ponto sem volta.

Que é quando as pedras rolam.



domingo, 28 de junho de 2026



                     tudo de bom




                       

Há um tempo na vida, com a página em branco,

em que ansiamos por atenção, companhia.

Quase imploramos por um amor.

Correspondido ou não.

Mas vem o tempo em que a ausência disso tudo,

é tudo de bom.

Em que o coração finalmente sossega.

Já não grita.

Já não sangra.

Só quer paz.

A paz de quem se conhece melhor.

Que não perdeu o gosto pela vida,

apenas se aquietou.

Que aprendeu a se dar valor.







                          moinhos de vento


A vida se desfaz em brevidades.

Nuvens cansadas vagam o céu indeciso.

Pedaços de lucidez galopam com destinos opostos,

forjando a vida itinerante.

Despojos de mim inventam o mundo

de moinhos de vento.

Não há um dia sem dores e deslumbramentos.

Envelhece o tempo renascido de si mesmo.

O mundo é grande mas nem tanto.

Uma dor antiga sobrevive em meio

a imundície e miséria.

À margem dos dias, rompe-se o invólucro 

das façanhas retroativas.

E assim, extinto o encantamento,

a própria beleza torna-se inútil.

A  vida, quando não é festa, é guerra.


 

sábado, 27 de junho de 2026


                            na hora H


Você diz que não quer nada sério.

Mas me liga sempre que precisa.

Se faz de difícil, diz para o povo que sou 

só um esquema.

Mas na hora H, sou eu quem resolve 

seu problema.


Você abusa, sabe o poder que tem 

entre as pernas.

Briga por qualquer coisa, vive fazendo drama.

Perdi a conta das tantas vezes que terminamos.

Mas sempre acabamos voltando.

Dá uma de louca, mas sabe que o que faço,

nenhum outro ex seu fez.

Nossa história está toda errada, você me pisa 

mas na cama, 

se entrega como ninguém.

Como se me amasse também.




 


sexta-feira, 26 de junho de 2026


                             amar nunca é em vão



Enxugue as lágrimas.

Apazigua o coração.

Por mais difícil que seja,

amar nunca é em vão.


O tempo cura a ferida

Devolve a luz ao olhar

Dá um novo sentido a vida

Ensina a recomeçar.


Depois da tempestade, o sol

sempre volta a brilhar

Siga em frente, sem olhar para trás

O universo sempre escuta

o coração que distribui

amor e paz.


Sim, o amor, 

dourado de sol,

enrolado num cobertor,

recatado ou desaforado,

louco de paixão,

cultivado com zelo ou não,

calmo ou obsessivo,

mas cheio de más intenções,

a tudo se permite,

até tornar-se inviável.

Mas sempre, sempre e sempre, 

indispensável.


Enxugue as lágrimas.

Apazigua o coração.

Por mais difícil que seja,

amar nunca é em vão.








quinta-feira, 25 de junho de 2026


                            a derradeira condição                          


Viver o ocaso dos sonhos.

A dor dos vivos.

Em meio a consciência dos fracassos.

A transitoriedade de tudo.

Quando enfim todos os fingimentos caem.

Eis a derradeira condição.


O futuro emulado no engodo do passado

retém o que poderia ter sido e o que foi.

Nas esferas da existência, a mão do tempo

dá e falsifica.

Depois da abundância, vem a escassez.

E o amor em ódio se transforma.


As regras são arbitrárias.

Adaptar-se é a única escapatória.

Coabitar com as perdas, as doenças,

as condições extremas,

as condições herdadas,

as falsetas do destino,

aos erros crassos.

A falta de sorte.


Ao fim e ao cabo da excruciante jornada, 

vivos e mortos

passam da mesma forma.


   

 

Postagem em destaque

                            a vida se repete                             (versão musicada) Hoje está tudo bem. Amanhã já não sei. Hoje est...