a roleta do amor
Se é para perder,
se o previsível desfecho são favas contadas,
para quê arriscar ?
Por que se envolver, sonhar, se iludir ?
Em certas fases da vida, tudo bem,
há que tentar, apostar tudo na viciante
e viciada roleta do amor.
Mas depois de tantas mãos jogadas,
tantas bolas fora,
trapaceando e sendo trapaceado,
manda o bom senso dar um basta.
Antes que o prejuízo seja irreparável,
e tudo se perca, dignidade, amor-próprio,
sem falar no prejuízo financeiro.
Nada mais deprimente do que rastejar
por quem não lhe quer mais.
Lembre-se,
a única chance de ganhar, ou minimizar
as perdas nesse jogo de cartas marcadas,
é saber a hora de parar.
O diabo é que a abstinência equivale a renunciar
ao que a vida tem de melhor.
Enquanto dura.