Não tente entender ou mudar as pessoas.
Apenas aceite. Ou mande-as às favas.
até quando ?
Vítima recorrente de vícios e mazelas,
o povo padece.
Espoliado, esfaimado, grita por socorro
mas ninguém ouve.
Inerte por vocação, entorpecido por insidiosas
crenças, nada faz, nada consegue fazer.
Nos faltam hombres de cojones, gente de moral,
estadistas na acepção da palavra.
O roubo é institucionalizado e nada acontece.
Nem um simples retesar de músculos,
nada além de muxoxos repletos
de atavismos inúteis.
Triste nação de raça sem brio,
desonras teu berço de valorosas e
extintas tribos : Timbiras e Tupis eternizados
nos versos geniais do bardo Gonçalves Dias.
O que foi feito de ti, Pátria amada e idolatrada ?
O que fizerem de ti, ao longo dos tempos,
para aceitar
assim, resignadamente, tão improba sorte ?
Tuas mãos calosas não te redimem.
Te ressentes do sangue que não foi derramado,
da honradez suprimida ao longo do lento e
infausto vilipêndio.
Ó terra de desvarios, atolada na merda,
é sempre velha a nova realidade que te cerca.
Aviltado por governantes e mentores
inescrupulosos.
Achacada por políticos da laia de reles
batedores de carteira.
Nação que não obstante grande e generosa,
não consegue se livrar de recorrentes pilhagens.
Vendo, impotente, suas riquezas dizimadas,
matas e rios seculares em silencioso holocausto.
Até quando ?
causas estúpidas
Ninguém repara nos pardais,
esses pássaros vulgares e subestimados,
como tantas coisas na vida.
Ignora-se o bem que fazem.
Como a China aprendeu da pior forma possível,
quando o iluminado Mao ordenou que fossem
exterminados,
e milhares de súditos morreram de fome,
em face das pragas que se disseminaram.
O mesmo descaso paira sobre soldados,
trabalhadores, serviçais, toda espécie de escravos
anônimos que lutam, se sacrificam,
morrem por causas estúpidas.
Meras peças
da engrenagem insana que move a humanidade.
Os pardais ao menos são livres
para voar.
da calmaria ao tormento Mais cedo ou mais tarde, os dias de tormento chegam. E não há nada que s...