sexta-feira, 9 de julho de 2021





Nesse país sem rumo e despirocado,

só os ladrões e vigaristas curtem adoidado.


 




Essa chuva na vidraça

pede um abraço.

Ou melhor ainda,

um amasso.








Quanta bobagem a gente pensa

quando entra em abstinência.


 



cigarra velha






 

Tanta mudança

tanto tempo 

sem sentir mais nada

oco por dentro

esse novo afeto

me pegou desprevenido.

Como uma cigarra velha 

cantando pela primeira vez.









O tempo passa voando, levando

a vida que passou, ventando.


 




                      in vino veritas




Cara de pau eu, 

propus a meu ex-amor

sermos meramente amantes.

Ela riu

e, educadamente, me ofereceu sua amizade, 

como prêmio de consolação.

Culpei o vinho, pelo desatino.

Não colou, mas tinha que tentar.

In vino veritas...

















 




Minha poesia chegou a um impasse.

Sem aquela dor antiga,

está mais para nonsense.


 

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