sexta-feira, 17 de setembro de 2021

quarta-feira, 15 de setembro de 2021


                       a coisificação das coisas




Tudo se insere na coisificação das coisas.


            Nada mais vivo que a morte, que ninguém pode matar.


Feitos um para o outro, até que a vida os separe. 


               As palavras estão gastas.

               Os esforços, tardos.

               Urge que se reforme o mundo.

               Começando pelas leis divinas

               Que rebaixa os humildes 

               E exalta os poderosos.



                            








               


 



                       a lógica da sarjeta





Vivemos sob a lógica da sarjeta.

Sob a égide do mundo digital.

De valores vagando ao léu.

Algozes e vítimas de desejos deletérios.

Como ratos que devoram as própria entranhas.


A sensação simultânea de céu e abismo

nos consome.

Máscaras anêmicas escondem os medos

que entretecem a insípida vida.

Miragens consentidas enxugam o suor dos muros.

A retórica dos ventos nos leva além da dor.

Além do entendimento que se quis reter.

Enquanto os dias algemados à memória

esculpem párias e pústulas.



 




É bom ouvir o silêncio.

Nascido da inutilidade de expressar-se.

É por onde começa o entendimento.





 




O amanhecer

é como um renascer

ao revés.


 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

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