amor morno
Amor morno,
requenta no forno.
Sem tesão, faça-se o favor
de assar a solução.
a coisificação das coisas
Tudo se insere na coisificação das coisas.
Nada mais vivo que a morte, que ninguém pode matar.
Feitos um para o outro, até que a vida os separe.
As palavras estão gastas.
Os esforços, tardos.
Urge que se reforme o mundo.
Começando pelas leis divinas
Que rebaixa os humildes
E exalta os poderosos.
a lógica da sarjeta
Vivemos sob a lógica da sarjeta.
Sob a égide do mundo digital.
De valores vagando ao léu.
Algozes e vítimas de desejos deletérios.
Como ratos que devoram as própria entranhas.
A sensação simultânea de céu e abismo
nos consome.
Máscaras anêmicas escondem os medos
que entretecem a insípida vida.
Miragens consentidas enxugam o suor dos muros.
A retórica dos ventos nos leva além da dor.
Além do entendimento que se quis reter.
Enquanto os dias algemados à memória
esculpem párias e pústulas.
da calmaria ao tormento Cedo ou tarde, os dias de tormento chegam. E não há nada que se possa fa...