Não há poesia nem alegria
com a prateleira ( e a barriga ) vazia.
nunca é tarde para sofrer
Qualquer situação requer uma solução.
Elucubração mental.
Ora, tudo começa pelo kick-off, fazer o primeiro
movimento.
Nada mais desgastante que a hesitação.
Como dizem os gurus da autoajuda, sem correr riscos
nada se consegue.
Fatalidade é ser absolutamente honesto.
Dentes trincados, deuses intrincados, estão por toda parte.
Almas de silicone, sexo precificado, grana fácil.
O sono dos injustos sonha acordado.
Quem nunca deu um "escapulida" que atire
a primeira pedra.
Anjos exaustos nos deixam à revelia.
A precária existência é de espelhos e labirintos borgeanos.
Mas sobrevivemos, em meio a inquietude sofreada.
Hoje, o riso, o folguedo.
Amanhã, o câncer.
Não há tempo à perder.
Nunca é tarde para sofrer.
a coisificação das coisas
Tudo se insere na coisificação das coisas.
Nada mais vivo que a morte, que ninguém pode matar.
Feitos um para o outro, até que a vida os separe.
As palavras estão gastas.
Os esforços, tardos.
Urge que se reforme o mundo.
Começando pelas leis divinas
Que rebaixa os humildes
E exalta os poderosos.
a lógica da sarjeta
Vivemos sob a lógica da sarjeta.
Sob a égide do mundo digital.
De valores vagando ao léu.
Algozes e vítimas de desejos deletérios.
Como ratos que devoram as própria entranhas.
A sensação simultânea de céu e abismo
nos consome.
Máscaras anêmicas escondem os medos
que entretecem a insípida vida.
Miragens consentidas enxugam o suor dos muros.
A retórica dos ventos nos leva além da dor.
Além do entendimento que se quis reter.
Enquanto os dias algemados à memória
esculpem párias e pústulas.
da calmaria ao tormento Mais cedo ou mais tarde, os dias de tormento chegam. E não há nada que s...