sábado, 16 de março de 2019
A SINOPSE DO ABSURDO
A impressão A compressão
A imprecisão A pressão
A catalepsia A sinestesia
O destampatório O crematório
O espavento O catavento
A tormenta O firmamento
A alegoria A teogonia
A vaca fria A supremacia
O escaninho O descaminho
O saci-pererê A matita-terê
A rapadura A sinecura
A cicuta O filho da puta
A limonada A presepada
A sucata O vira-lata
A truta A fruta
O semáforo O fósforo
O caramanchão A tesão
A sesmaria A Ave Maria
O pífaro O pássaro
Pássaro com o ramo no bico
De onde vieste
Porque voltaste
E sinal de vida trouxeste
Porque ?
Melhor seria à Arca não retornar
À deriva deixar
A Criação à sua origem voltar
Tudo zerar
Para Deus repensar
A merda que fez
Quando o homem criou
Lúgubre pássaro noturno
Espantalho de sonhos
Não grasna, não pia, furtivo
Apenas espia
Na noite fria
Predador e vigia
Do nada bate as asas
Do nada, tudo às avessas
Onde havia vida, pouso
Desconsolo, ferida
Ora longe, ora perto
Sem repouso, sem guarida
No bico do pássaro soturno
A desonra, o descaminho.
Corvo, abutre, mensageiro do além
Há que ler os presságios
As más ações um dia retornam
Em noites insones
Dias tenebrosos
O negrume tudo cobre
O sol eclipse liturgia sinopse carma
the end
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