sábado, 3 de agosto de 2019
ESPERA
Minhas mãos, desaprendidas de tocar,
já não tocam, já não oram.
Meu coração, desiludido de sentir,
já não sente, menos mal que já não mente.
Nos dias que decorrem, sem sentido,
sem tocar, sem sentir,
já nada espero, apenas o termo.
A vida estagnada,
o terno embolorado, à espera do enterro.
Nada mais têm importância.
Bocas, sorrisos, palavras ao vento,
apenas gasto o tempo.
Os vermes já me comem por dentro.
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