quarta-feira, 13 de maio de 2020





                                           beleza terminal



                  


Viver preso ao passado.
De cacos, buracos, hiatos e vácuos subsistir.
Quando o encantamento se perde e as palavras
já não valem.
Na vida desprovida de alegria e heroísmo,
a beleza terminal te espreita.
Para resgatar a mísera existência de um fim
mais triste que a nona sinfonia de Beethoven.










 









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