sexta-feira, 23 de maio de 2025


                            a grandeza de existir  





Aos apelos do amor me rendo.

Esquecido das coisas mais secretas, com seus

artifícios de luzes e eclipses.

Somos a solidão da liberdade desperdiçada.

Cada ser engalana a grandeza de existir.


Sob o transitório trâmite de cada momento, 

festejo os encantos que não se quebram.

Ruminando cada rito corrompido.

Me apraz a solitude das paredes.

A convivência é feita de ardis compassivos.

O preço do amor é ignorar o chumbo nos pés.

Para que cada instante seja outro, incorruptível. 


Somos os mesmos que erigimos e destruímos, exilados 

aos próprios olhos. 

Surdos, cegos, mudos para o mundo que rói a vida.

O futuro é o passado engendrado pelo presente

inconcluso.

Em que a beleza desgasta rostos de pedra.



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