terça-feira, 29 de julho de 2025


               o fim do amor



Não, 

não é o fim do amor o que mais dói.

O fim do amor a gente nem sente.

Matamos o bicho aos poucos todos os dias.

Negligenciando, aprontando, deixando de fazer.


O fim do amor se dá aos poucos.

Sem manutenção, sem cuidado, 

é como um carro, um dia quebra, 

te deixa na mão.

Simplesmente acaba.


Muito mais sofrido, dolorido, é descobrir

que nem amor existia.

Que se vivia uma farsa.

Farsa que também aos poucos se revela.

Sem fantasia,

sem magia,

sem poesia.


Não, 

não é o fim do amor o que mais dói.

Pior é ter vivido algo que foi,

sem nunca ter sido.









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