domingo, 7 de setembro de 2025

                                         


                                  a janela da vida


No espelho contemplo meus olhos cansados, 

meu sorriso forçado.

Impossível fingir que está tudo bem.

Encharcado de memórias que já deveriam

estar enterradas.


Contemplo a janela da vida.

As tantas coisas perdidas.

Os dias sem sentido.

Em que sobreviver é um ato de heroísmo.


Estou aqui há muito tempo.

A hora de partir me acena com a paz

que sempre me faltou.

Não por desgostos.

Não por privações.

Minha alma inquieta barrou meus sonhos 

mais diletos.

Quem sabe na eternidade encontre meu lugar.





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

                              meio sol, meio escuridão Louve-se a perenidade das coisas sem nome. O labor anônimo, o sacrifício velado às ca...