antigos amores
O que resta dos antigos amores,
senão lembranças singelas e ao mesmo tempo,
amargas ?
Amores de alegrias dolentes, afinal consumidas
pelos costumeiros desatinos.
O que resta dos antigos amores cala-se ante
a ilusão de ter sido tudo.
Somos únicos e vários, mas igualmente
despreparados para se doar, como o amor exige.
E nem sempre há tempo para o aprendizado.
Arrefecida a paixão de tantos ardores, há que encontrar
outras compensações.
Sem o quê o amor aos poucos se esfacela.
E, às vezes, nem ao respeito se dá.
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