quarta-feira, 18 de março de 2026


                      antigos amores


O que resta dos antigos amores, 

senão lembranças singelas e ao mesmo tempo,

amargas ? 

Amores de alegrias dolentes, afinal consumidas

pelos costumeiros desatinos.

O que resta dos antigos amores cala-se ante

a ilusão de ter sido tudo.

Somos únicos e vários, mas igualmente

despreparados para se doar, como o amor exige.

E nem sempre há tempo para o aprendizado.

Arrefecida a paixão de tantos ardores, há que encontrar

outras compensações.

Sem o quê o amor aos poucos se esfacela.

E, às vezes, nem ao respeito se dá.





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