em causa própria
Abri a porta do coração e a solidão se instalou.
Como um novo amigo que inventei.
Veio para levar o que o tempo não apagou.
Lembranças que não sei onde guardar.
Quieto e mudo, mergulho no silêncio para
me encontrar.
Não é desespero, é só uma pausa necessária.
Uma conversa muda, uma prece solitária.
Vivendo só o agora, sem pressa nem urgência.
Enquanto busco minha essência.
A casa está quieta, do jeito que eu gosto.
É bom não ter que dizer nem explicar nada.
Conquistei o direito de desfrutar
desse tempo ocioso, sem culpas, sem planos.
Longe do ego e do gênero humano.
Demorou, mas hoje sou dono da minha
própria vida.
Só com meu canto, em meu recanto,
não estou fugindo, nem com preguiça.
Apenas e tão somente, me fazendo justiça...
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