sexta-feira, 12 de abril de 2019

                        

                            olhai por nós







Vida incognoscível, intransferível, 
a todo momento principia e se extingue.
Aqui brota, ali jaz.
O real em surreal sem mais nem menos
se transforma.
Em parte, condicionada às nossas atitudes;
em outra, às peripécias do destino.

Consciência e inconsciência lado à lado,
o tempo irredimível aponta para um só fim.
Mundo de perpétua solidão, caminhos que 
não percorremos. 
Portas que jamais abriremos.
Tardio reconhecimento, inútil arrependimento.  
Luz e trevas. Trevas e luz.

Condenados ao veredito das perdas irremediáveis,
das razões indecifráveis, 
tragédias sem sentido,
amores desperdiçados.
O futuro, sem futuro, atrelado aos enganos.
O tempo relapso estagnado no tédio, na fadiga.
A vida como era, e que num instante não é mais.
Senhor, olhai por nós,
agora e na hora de nossa morte.









 

quarta-feira, 10 de abril de 2019

                                   
                                  ALGOZ 





Na insana luta do homem contra a Natureza,
a Natureza é o algoz.
Algoz terrível, implacável.
Expele das entranhas terremotos, vulcões, furacões,
Tsunamis.
Fustiga com água, fogo, gelo.

Subjugado, inconsequente,
O ser humano insiste em
Sujar, poluir.
Sem se dar conta que piora ainda mais
As coisas.
Que quem semeia ventos, colhe tempestades.

 




segunda-feira, 8 de abril de 2019

                                                     
                    
                                encheção de linguiça

 



Tudo o que não passa, é farsa.
O que não dura, o tempo desmascara.
Riso, prazer, dor, decepção.
Verdades e mentiras. 
O que é real ou ilusão ?

A realidade é frágil, volátil.
Nada é o que parece.
A única certeza é o pó.
O pó do qual viemos 
e ao qual retornarmos. 
O resto é encheção de linguiça.




Em plena era digital, às vésperas de um ser humano perfeito ser parido por uma impressora D 3, e ainda há quem leve à sério essa papo de direita e esquerda. 
Porra, quando vamos sair das cavernas ideológicas para sermos simplesmente, realistas ?
 


                            LACUNAS




A gente não escolhe a quem amar.
O amor escolhe a gente.
De repente ou aos poucos.
Nas asas da paixão
ou nas lacunas do coração.

O amor é cego, cega.
A gente nem sente
quando começa, quando acaba. 
Assim como acontece, desaparece.









sábado, 6 de abril de 2019



Gosto do silêncio.
O silêncio não mente.
As coisas são como são.
Palavras distorcem, iludem.
Deveríamos ser mudos,
Posto que cegos já somos.

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