Nada como uma trepada homérica
para curar um amor platônico. (anônimo)
vida de burguês
Restaurantes dizem muito sobre as pessoas.
É o palco preferido daqueles burgueses espalhafatosos,
que adoram chamar a atenção,
ao lado das respectivas damas,
normalmente super-maquiadas e trajando modelitos apertados,
para disfarçar a flacidez.
Falam alto, riem de qualquer besteira,
e não tardam em ficar "meio altos" e inconvenientes,
constrangendo os demais presentes com seus
modos grosseiros.
Refestelados, palitam os dentes, ao mesmo tempo
que cumprimentam
efusivamente um ou outro conhecido.
Já em casa, empanturrados e sonolentos, esses burgueses
desabam na cama e apagam,
enquanto as digníssimas esposas
se masturbam pensando no Cauã Reymond.
* Inspirado no poema "Guardanapo na Boca", de Maria Leonor Corrêa da Silva.
meio sol, meio escuridão Louve-se a perenidade das coisas sem nome. O labor anônimo, o sacrifício velado às ca...