Um grande amor
só se revela
com o tempo.
Tipo vinho,
envelhecido em barris
de carvalho.
acredite, amiga
Não chore, amiga, não esmoreça.
Tua luta não será inglória.
Tiveste a má sorte de cair enferma,
Mas no fim hás de cantar vitória !
És tão jovem, tão linda,
Com esse teu ar de eterna menininha.
E no entanto, tão valente ante tal absurdo.
Sem desanimar diante das falsetas do mundo.
Ah, minha amiga, sinto tanto por ti.
Mesmo à distância, em tal desvelo,
Não há nada que eu mais deseje
Que ver o fim desse pesadelo.
Acredite, amiga, amor da minha vida,
Nada acontece por acaso. Teu sofrimento
Não será em vão. Renascerás mais sábia e mais forte,
Neste amor recebido, mais tenaz que a morte.
que belo filho da puta, você, hein ?
Há momentos em que tudo foge ao controle.
Situações em que deixamos de ser nós mesmos.
Em que descemos ao nível mais baixo,
inimaginável.
Em que os princípios, a postura, a dignidade,
o próprio raciocínio lógico,
vão tudo para o vinagre.
Em que nos vemos rastejando,
chafurdando no lodo como as mais vis
criaturas.
Transformados em algo que não somos.
Fazendo coisas que jamais pensávamos.
Monstros, vilões, traidores, adúlteros, prevaricadores,
em suma, a escória humana.
Logo você, tão cioso de seus valores, tão orgulhoso,
pretensamente íntegro,
e no entanto,
tão inseguro, frágil, fraco como todo mundo.
Como aqueles que abominava e discriminava.
No fim das contas, diferente apenas no invólucro.
Que belo filho da puta, você, hein ?
Raros aqueles que são o que são.
Para o bem ou para o mal.
Sem encenação.
Sem enganação.
Se mostrando como realmente são.
Para o que der e vier.
Para que não haja surpresas.
Afinal, o amor não requer perfeição.
Apenas transparência.
Além de tolerância,
paciência,
resiliência,
sapiência,
etc, etc...
da calmaria ao tormento Cedo ou tarde, os dias de tormento chegam. E não há nada que se possa fa...