quinta-feira, 2 de outubro de 2025
nossa última noite de amor
Nossa última noite de amor foi única.
Pelo ardor como nos saciamos.
Porque nunca mais se repetirá.
Porque já não estamos juntos.
E nunca mais as coisas serão as mesmas.
Eu sei, você sabe,
nunca mais amaremos assim.
Com lúcida ternura.
Com tal intensidade, com tamanha entrega.
Arrebatados por um sentimento de comoção
e euforia.
Com a alegria que transcende corações
tão diferentes.
Nossa última noite de amor foi única.
Talvez por ter sido a última.
Talvez porque nunca mais se repetirá.
Finda a humilde esperança de acordar
sempre a teu lado.
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
eu ainda estou aqui
Eu ainda estou aqui.
Apesar de toda bagunça.
Das coisas mal-resolvidas.
Das palavras ásperas.
Eu ainda estou aqui.
Mesmo quebrado, decepcionado.
Já não sei se por amor ou vício.
Se por carência ou desejo.
Ainda sou capaz de perdoar.
Eu ainda estou aqui.
Disposto a recomeçar.
A mudar.
Desde que você também queira.
Desde que se dê por inteira.
Pois não aceito menos.
Não mais.
Eu ainda estou aqui.
Mas não demore.
Já esperei demais.
Prove que também sabe amar.
Ou é hora de seguir em frente
e deixar tudo para trás.
Sem ressentimentos,
mas sem direito a arrependimento.
*letra de música disponível no Spotify
quarta-feira, 24 de setembro de 2025
emocionado
Você diz que eu não deveria levar as coisas
tão à sério.
Que os tempos são outros ( maneira sutil
de me chamar de velho ), as relações mais leves,
fluídas.
Para você e a galera desse geração, tudo é normal.
Tipo assim, ninguém é de ninguém.
Talvez você até esteja certa.
Me pouparia de muitos desgostos.
Mas sou das antigas, não consigo mudar.
Sou do time dos emocionados, como vocês
pejorativamente dizem.
Gosto de cuidar, prover, demonstrar meu afeto.
Dispenso relações rasas, superficiais.
Se você não dá valor e às vezes até acha ruim,
o problema é seu.
Quando me perder, vai entender
que mais vale um emocionado na mão
do que ficar passando de mão em mão.
segunda-feira, 22 de setembro de 2025
Sou um pouco de tudo
Sou um pouco de tudo
Já não estando, ficando
Já não querendo, concordando
Dei de melhorar, piorando
Me perdendo, procurando.
Carrego um pouco de tudo
Pedras preciosas e entulhos
Coisas que vou garimpando
Nos descampados do mundo.
Sou um pouco de tudo
Gente fina e vagabundo
Não sou herói nem bandido
Sou o vício da minha cura.
Sou um sujeito de fino trato
Mas também sei fazer barraco
Liberal ou cabeça dura
De tudo que não fiz me declaro culpado.
Ai de mim, meu olho não repousa
Tudo o que aumenta, piora
Já não me perco procurando
Dei de melhorar, piorando.
Sou um pouco de tudo
Gente fina e vagabundo
Nem herói nem bandido
Sou o vício da minha cura.
Sou um pouco de tudo
Gente fina e vagabundo
Nem herói nem bandido
Sou o vício da minha cura.
* letra de música
quinta-feira, 18 de setembro de 2025
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
obrigado por desistir de nós
Obrigado por desistir de nós.
Sozinho eu não conseguiria.
Mesmo com teu modo tóxico de viver,
nunca deixei de te querer.
Por ti
esqueci dos antigos dissabores.
Apaguei a memória dos ex-amores.
Estou triste, mas lembro de tudo
com carinho.
Não é o desfecho que eu queria.
Mas a essa altura, é o único disponível.
Perder o teu amor é dolorido, mas permanecer
é ainda mais sofrido.
Nossos gostos, nossos valores, nossas prioridades
não combinam.
Essa tua secura, essa tua falta de empatia,
me consomem dia a dia.
Obrigado por desistir de nós.
Sozinho eu não conseguiria.
Mesmo em frangalhos, meu coração
continua a querê-la.
Seja feliz,
enquanto me acostumo com a ideia
de perdê-la.
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