sábado, 27 de dezembro de 2025

 


     MEU CICLO COM VOCÊ TERMINOU!



Não tenho mais nada para lhe oferecer, exceto mais reclamações e reprovações, fruto da exaustão emocional em que me encontro.


Não quero continuar em um relacionamento que rouba a minha paz e me causa mais angústia do que felicidade. É óbvio, a essa altura, que a ideia que alimentei sobre nossa relação que não se encaixa com a realidade. Idealizei-te, sonhei-te de um jeito que não és, simples assim.

Dei muitas chances a esta relação porque me agarrei aos bons momentos e à minha ideia de um futuro com você.


Deixo você ir e encerro esse capítulo.


Compreendo que amor não se pede e também não se deve forçar. Deixo esta relação, para me concentrar na relação mais importante do mundo. O relacionamento comigo mesmo. 





sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

                            

                        escravoceta


Você faz de tudo

Não mede esforços 

Atura até desaforo

Mas não adianta

Ela não te descarta

mas também não te assume

Ao contrário, deixa claro que não

quer compromisso

Não esconde que faz tudo por um dinheirinho

Se irrita quando você cobra, toca no assunto

E quanto mais você se rebaixa, mais ela

te destrata

Se manca, rapaz, deixa de ser escravoceta 

Mulher não ama quem não respeita.  





quinta-feira, 25 de dezembro de 2025


                           cura sem remédio


Tantas coisas deixam de ser, sem nunca terem sido.

De tudo e por tudo, o esquecimento é uma benção.

Por melhor que tenha sido o passado, o presente

é o que há.

O sol sempre brilhará para quem tiver olhos para ver.

Se tudo é vulgar e enfadonho,  a quem culpar ?

Para quem esqueceu de esquecer, o sentimento do provisório

fustiga e atormenta.

Ter um motivo nobre para viver é um luxo para poucos.

A maioria de nós apenas vegeta.

A cura sem remédio inverte o sentido das mentiras.

Embora cego, o que não falta ao amor é olfato e tato.

A tudo que passou, entregamos um pouco de nós.

Mas sem acabar, nada recomeça.

O tempo de apaziguar o coração é sempre.








                       sem conserto



Por favor, não tente me consertar.

É tarde para isso.

E eu nunca fui muito de ouvir conselhos.

Tampouco preciso que entenda minha natureza sombria.

Aprendi a lidar com meus demônios sozinho.

Não preciso que ninguém me salve.

Um apoio silencioso é tudo o que preciso.

Um amor que me faça lembrar que não estou sozinho,

nesse mundo injusto e assustador.

Um amor que me ajude a lembrar quem sou,

mesmo quando esqueço.

Desiludido, ainda me iludo

com a ingênua crença no amor.







 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025



                      coração


Que culpa eu tenho

se o meu coração é maroto.

Sente e age como um garoto.

Não se cansa de quebrar a cara.

Sempre disposto a pagar o preço

pelas coisas que tem preço

mas não tem valor.


Ah, coração matreiro,

sempre querendo o que não pode ter.

Comprar o que tem preço

mas não tem valor.

O amor incondicional.

O amor verdadeiro.

Amor que já teve um dia

e não soube dar valor.




  

terça-feira, 16 de dezembro de 2025





Uma mulher pode se deitar com um homem no dia em que o conhece.

Ela já fez isso antes , só não com você.


Ela pode fazer coisas absurdas com um homem por pura emoção, sem hesitação.

Ela também fez isso, só não com você.


Tudo o que ela te recusa... Ela uma vez deu livremente a um homem que mal levantou um dedo para ajudá-la.


Quando ela realmente quer um homem, as regras dela se  derretem.


Quando ela não o faz,

seus padrões sobem.


As mulheres não mudam pelo homem certo.

Elas mudam pelo homem que querem.


E você aí, se esforçando por uma mulher que já foi rejeitada por homens bem menores que você.


(Do blog O último dos Honrados)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025



 Sepultar alguém vivo em nós não é fácil, mas é necessário. Não se trata de desejar o mal a quem foi importante, nem fingir que nunca existiu. É um ato silencioso de amor próprio, quando a alma entende que continuar dando o lugar de protagonista a quem já escolheu ir embora é uma forma lenta de morrer por dentro. Em algum momento, para seguir vivendo, é preciso aceitar que certas presenças permanecem apenas como história, e não mais como futuro.


Há relações que não acabam no adeus, acabam na insistência de um só lado. Você segue tentando, justificando, compreendendo, enquanto o outro já está em outra paisagem. E o coração, teimoso, insiste em manter um altar aceso para alguém que não aparece mais. É aí que nasce a necessidade de sepultar por dentro. Não é fechar o coração, é recolher as flores que você oferecia a quem não vinha e plantá-las no jardim da própria alma, onde finalmente serão bem cuidadas.


Espiritualmente, esse sepultamento é libertação. Quando você decide encerrar esse vínculo interno, corta fios energéticos que drenavam sua força, sua fé e sua capacidade de receber o novo. Você devolve ao outro o direito de seguir o próprio caminho, e devolve a si o direito de recomeçar. O luto é real, dói, dá vontade de voltar atrás, mas é nesse ato de coragem que a vida entende que você está pronto para relações mais verdadeiras.


Sepultar alguém vivo em você é uma espécie de renascimento. É dizer em silêncio: eu agradeço o que foi, aceito o que não é mais e abro espaço para o que ainda pode ser. Depois desse gesto, a alma para de mendigar migalhas emocionais e volta a se lembrar do próprio valor. Então, pouco a pouco, a paz entra, a dor se reorganiza em aprendizado e o coração descobre que nunca esteve sozinho, apenas precisava escolher, de uma vez por todas, estar ao lado de si mesmo.




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