quarta-feira, 18 de março de 2026


                      antigos amores


O que resta dos antigos amores, 

senão lembranças singelas e ao mesmo tempo,

amargas ? 

Amores de alegrias dolentes, afinal consumidas

pelos costumeiros desatinos.

O que resta dos antigos amores cala-se ante

a ilusão de ter sido tudo.

Somos únicos e vários, mas igualmente

despreparados para se doar, como o amor exige.

E nem sempre há tempo para o aprendizado.

Arrefecida a paixão de tantos ardores, há que encontrar

outras compensações.

Sem o quê o amor aos poucos se esfacela.

E, às vezes, nem ao respeito se dá.







                          nada permanece                        



Na vida há vários caminhos.

De luzes e cruzes.

De rosas e espinhos.

Os prazeres da vida passam, as dores 

e os dissabores ficam.

O amor escamoteia os defeitos, enquanto nos põe algemas.

Desvendada a alma,  tudo se acalma.

Alegres e aflitos, matamos a esperança a fim

de engendrar novos começos.

Não se iluda, nada permanece.

Já fomos esquecidos

antes mesmo de termos nascido.





domingo, 22 de fevereiro de 2026


                       cansei de bancar o forte


De que adianta postar indireta no story 

se não temos diálogo.

Se nossa comunicação sempre esteve mais para monólogo.

Nada do que faço te satisfaz.

Por qualquer coisa põe fogo no barraco

Fiz tudo o que podia, até morar junto tentei, 

para ficar junto do nosso filho amado.

Mas deu tudo errado.

Você só vê o teu lado.

Só sabe cobrar e reclamar.

E ainda por cima de faz de vítima.

Não sei mais o que faço.

Cansei de bancar o forte.

Assumo meu fracasso.

Fiz tudo errado pelos motivos certos.

É só o que me serve de consolo.




* Letra de pagode












terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

 

                         a teoria da cadeira


A chamada **teoria da cadeira** não fala de amor, amizade ou parceria de forma romântica. Ela fala de comportamento. A ideia é simples: algumas pessoas não entram na sua vida para construir algo com você. Elas entram apenas para ocupar um lugar. Enquanto a cadeira está disponível, confortável e útil, elas permanecem sentadas. Quando surge algo melhor, levantam sem culpa, sem explicação e sem olhar para trás.


Segundo essa teoria, o erro mais comum não é a pessoa ir embora. O erro está em confundir ocupação com vínculo. Quem ocupa um lugar não cria raiz. Não sustenta conflitos, não atravessa fases difíceis e não permanece quando a relação deixa de ser conveniente. Está ali apenas enquanto tudo é fácil.


A teoria da cadeira se aplica a relacionamentos amorosos, amizades, trabalho e até relações familiares. Sempre que alguém só está presente enquanto recebe algo, enquanto é confortável ou enquanto não precisa se comprometer emocionalmente, não há relação real. Há uso. A cadeira existe para servir, não para ser cuidada.


Muita gente demora a perceber porque confunde frequência com compromisso. A pessoa está ali todos os dias, conversa, ri, promete. Mas no primeiro desconforto, some. Isso acontece porque nunca houve intenção de ficar. Apenas intenção de sentar. A imagem da cadeira pegando fogo representa exatamente isso: quando o ambiente esquenta, quem nunca criou vínculo se levanta.


A teoria não ensina a desconfiar de todo mundo. Ela ensina a observar padrões. Quem quer construir permanece mesmo quando o clima muda. Quem só quer ocupar espaço sempre encontra uma desculpa para sair. Não é falta de amor, tempo ou maturidade. É falta de intenção.


Compreender essa teoria muda a postura. Você para de implorar presença, de negociar respeito e de tentar convencer alguém a ficar. Aprende que quem quer ficar, fica. Quem quer apenas a cadeira, vai embora assim que surgir algo mais confortável.


Isso não endurece o coração. Pelo contrário. Torna você mais seletivo. Nem todo mundo merece sentar à mesa da sua vida. Algumas pessoas só sabem ocupar espaço, não sabem sustentar vínculo. E reconhecer isso é um ato de lucidez, não de frieza.


Quando você entende a teoria da cadeira, para de sofrer pela saída de quem nunca ficou de verdade. E passa a abrir espaço para quem sabe sentar, permanecer e construir, mesmo quando a relação esquenta.



#motivation #selflove #braga_conecta #mondaymotivation #positivevibes




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026


                         o que punge e atormenta



Quebrados e juntos, afinal,

vamos como quem nada espera.

Atendo-nos ao que existe. 

Ou seja, ao que punge e atormenta.

E como tal, tornando o tempo que estamos juntos, estranhamente longo,

a medida que encurta.


Tudo bem, pode muito bem não haver amor entre nós.

Carência de minha parte, conveniência da tua.

Ironia do destino seria você só descobrir agora,

quando estou prestes a ir embora,

que o teu amor já não me serve 

para mais nada.



            o amor a tudo me obriga



Você diz que não me ama, 

mas tem medo de me perder.

Fria e calculista, se torna permanente

enquanto se afasta.

Trevas e luz em eterna batalha.

Não me iludo, já logo me esquecerás.

Mas até lá, faço tudo o que for capaz.

Se não tento, não fico em paz.

Indiferente ao fato de ser amado ou não.

Algumas palavras duras nunca cicatrizam.

Mas o amor a tudo me obriga. 

Nada prometo, além do que posso dar.

Te amar mesmo quando não mereces.





domingo, 8 de fevereiro de 2026

 

            a mulher séria



Enquanto você estiver namorando com ela, sempre haverá homens por perto. Bajulação, tentativas, mensagens, olhares. Isso faz parte do ambiente. Fingir controlar esse ruído externo é ingênuo e fraco. Não é seu trabalho vigiar outros homens ou se tornar um policial emocional. Seu foco não está aí.


A diferença real não está em quantos homens a procuram, mas em como ela responde. Uma mulher que te respeita cria limites por si mesma. Não precisa de avisos nem ameaças. Corte avanços, recuse convites e deixe claro que tem um homem. Isso se faz por convicção, não por medo.


A responsabilidade é sua. Mulher séria não se coloca em situações ambíguas. Não dá atenção, não entrega seu número a estranhos e não age como se estivesse disponível. Também não vive provocando online como se o relacionamento fosse um acessório opcional. Coerência é o filtro.


Tu não competes. Você avalia. Você observa comportamentos, não promessas. Se sua atitude contradiz o que uma mulher com princípios faria, você não negocia nem dramatiza. Vai embora, simples assim. Distanciar-se é caráter, não frieza. O homem que se respeita não implora limites; escolha.


Não tente mudá-la. O comportamento revela valores. E quando os valores não alinham, o custo de insistir é você que paga. Levar a sério quem não se leva a sério é assinar seu desgaste. Respeito se sustenta com padrões claros e decisões firmes.


Seja sábio. Mantenha sua moldura. Relacionamento correto não exige vigilância constante nem inveja teatral; exige coerência. Domínio Total do Ser é para homens que não perseguem controle, perseguem ordem. Aqui não se mendiga lealdade: reconhece-se quando existe e afasta-se quando não. 




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