Às vezes me pergunto se ainda é possível
o amor sobreviver nesse mundo louco.
Não o amor vulgar e mercantilizado,
à venda nas melhores casas do ramo,
ao gosto (e bolso) do freguês.
Falo do amor à antiga, cantado em prosa e verso,
em livros e canções que hoje soam anacrônicos,
piegas até.
Afinal, quem ainda manda flores, faz a corte,
elabora versos como os que cometo aqui,
não sem um pé atrás ?
Tudo bem, de minha parte assumo a nostalgia,
o desencanto com o que vejo por aí.
Com a frivolidade das relações,
latente no próprio linguajar chulo
com que os casais modernos se tratam.
Com a falta de cavalheirismo, de feminilidade.
da vugaridade que impera de um modo geral.
Que fim terá levado o velho e bom romantismo,
o ritual da conquista,
o protocolo da aproximação,
com direito a rubor nas faces
e as atabalhoadas cantadas ?
Nesses tempos sob a égide da cultura do lixo,
do lixo da cultura,
do culto às drogas e banalização do sexo,
amar que é bom, é um luxo para poucos.
A palavra de ordem é curtir, ficar.
O resto é resto.
do culto às drogas e banalização do sexo,
amar que é bom, é um luxo para poucos.
A palavra de ordem é curtir, ficar.
O resto é resto.
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