meio sol, meio escuridão
Louve-se a perenidade das coisas sem nome.
O labor anônimo, o sacrifício velado às causas perdidas.
O bem que se faz apenas por fazer.
Bendito tudo que encanta, que alegra,
faz alguém sorrir.
Oxalá a vida fosse simples como repartir um pão,
para que cada um tivesse o seu quinhão,
e ao fim de cada dia, o aconchego de um lar
para apascentar o coração.
Mas o homo-primata não foi feito para viver
em paz e no sossego.
Expulso do Paraíso, perseguido por deuses
desdenhosos,
seu destino inglório é perseverar no erro.
Rodeado de desamparo, transmuta-se
como um camaleão.
Meio sol, meio escuridão.
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