quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025


                               puta velha




Nada acaba quando termina.

Vivemos de esperar o que não chega.

O que nos antecede vive burilando o coração

sem tê-lo.

Não há pressa na delicada praxis dos afetos.

Saneadas de calma e de luz, as histórias se repetem

sem acabar, revestidas

das mesmas incertezas e angústias.


Começo, meio e fim.

Antes, durante e depois.

Entre o princípio e o epílogo,

tudo se ajusta e desconjumina.

A vida é uma puta velha 

em traje de gala.





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