segunda-feira, 26 de maio de 2025


                   o rosto                      



Um rosto paira no silêncio da noite.

Flutua sobre o tempo vivo, remanescente do fracasso

de um amor que sequer existiu.

Não do jeito que imaginava.

Não forte e invencível, como acreditava.


Às vezes é o que acontece.

De o amor não ser o que parece.

Pinta e borda no começo

para depois se revelar um autêntico blefe.


Um rosto paira no silêncio da noite.

Quisera poder apagá-lo da memória.

Mas está além da minha vontade.

Reluto em aceitar que não consigo te esquecer.

Que bem ou mal, te conhecer

foi a melhor coisa

que aconteceu na minha vida.





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