passado sem futuro
Entre muros e memórias
edifico minha história.
Sem pompa nem glória.
Venturosa e atribulada trajetória.
Que se desfaz no limbo
das paixões merencórias.
De há muito esqueci-me de quem sou.
A despeito de o coração pulsar pelo afeto
que não dura.
Presciente, como um passado sem futuro.
Meu avesso desce das estrelas, lúcido e frio.
Para que ninguém chore por mim
quando eu partir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário