sexta-feira, 21 de setembro de 2018
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
a vida é boa
Não obstante as rebordosas, os percalços,
os mil disfarces que assume, a vida é boa.
Conquanto o destino permita, não botemos tudo a perder.
Ainda que sujos, doentes, volúveis,
somos predestinados à amar.
Mesmo aqueles mais desafortunados,
tem dentro de si a centelha do amor.
Que pode reverberar a qualquer instante
ou deambular para sempre, nos confins da alma.
Erma e vazia é a vida dos que não sabem amar.
Dos que não conseguem amar.
Nem a si, nem ao próximo.
A vida que concebemos é a vida que merecemos.
Se no caminho nos perdemos,
e amar desaprendemos, ou o amor negligenciamos,
somos predestinados à amar.
Mesmo aqueles mais desafortunados,
tem dentro de si a centelha do amor.
Que pode reverberar a qualquer instante
ou deambular para sempre, nos confins da alma.
Erma e vazia é a vida dos que não sabem amar.
Dos que não conseguem amar.
Nem a si, nem ao próximo.
A vida que concebemos é a vida que merecemos.
Se no caminho nos perdemos,
e amar desaprendemos, ou o amor negligenciamos,
o sacrifício há de ser lento e penoso.
A vida é boa até quando o imaculado
A vida é boa até quando o imaculado
e imperfeito amor, desfigurado ao longo do tempo,
como tudo que é humano,
adoece e perece.
Para que das cinzas outra forma tome.
Para que das cinzas outra forma tome.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
o meu novo eu
No fundo ou na superfície,
nada está bem.
O corpo padece, o coração sangra,
a alma pena.
Convém não pensar, convém não lembrar.
Os pensamentos nos traem, as lembranças torturam.
O presente parece nunca estar à altura
do que foi perdido.
Tornar o futuro melhor, um tremendo desafio
Mas não obstante a dura realidade, sou melhor hoje
Tornar o futuro melhor, um tremendo desafio
Mas não obstante a dura realidade, sou melhor hoje
do que jamais fui.
Perdas, sofrimento, privações de sonhos e ilusões,
talham o meu novo eu.
Uma nova versão de mim,
capaz de lidar com meus conflitos.
Perdas, sofrimento, privações de sonhos e ilusões,
talham o meu novo eu.
Uma nova versão de mim,
capaz de lidar com meus conflitos.
De me virar sozinho sem cobrar nem culpar
ninguém por isso.
Levar uma vida mais leve,
cuidar de mim,
sarar o coração.
Levar uma vida mais leve,
cuidar de mim,
sarar o coração.
domingo, 16 de setembro de 2018
tudo fede
Ninguém ao outro conhece.
Nem a nós mesmos conhecemos.
Estranhos, dissimulados, enrustidos,
cada qual com seus truques.
Enganando, sendo enganados.
Carentes, mentirosos, degenerados, bipolares,
neuróticos,
animais doentes,
esquizofrênicos, psicopatas.
Vivemos uma vida de fachada.
Sociopatas é a raça dominante.
Os novos tempos assim o obrigam.
Para se defender, conseguir um lugar ao sol.
Meritocracia às favas.
Num mundo de valores subvertidos,
quem pode mais, chora menos.
Lobos em pele de cordeiro, vigaristas, charlatões,
animais doentes,
esquizofrênicos, psicopatas.
Vivemos uma vida de fachada.
Sociopatas é a raça dominante.
Os novos tempos assim o obrigam.
Para se defender, conseguir um lugar ao sol.
Meritocracia às favas.
Num mundo de valores subvertidos,
quem pode mais, chora menos.
Lobos em pele de cordeiro, vigaristas, charlatões,
abundam sob os auspícios da era digital.
Tudo podre, tudo fede.
Ninguém é confiável.
Nem eu...muito menos eu...
Tudo podre, tudo fede.
Ninguém é confiável.
Nem eu...muito menos eu...
sábado, 15 de setembro de 2018
as armadilhas do tempo
Do amor fez-se a indiferença.
Da indiferença fez-se a traição.
Da traição fez-se a raiva.
Da raiva fez-se o ódio.
Do ódio fez-se a retaliação.
Da retaliação fez-se o arrependimento.
Do arrependimento recobra-se a razão.
De ver que foi tudo desnecessário.
Que, no fim das contas, as duas partes erraram.
Que tudo podia ter sido diferente.
Tivesse havido bom senso, comedimento.
Não tivesse o amor sucumbido as armadilhas do tempo.
Da indiferença fez-se a traição.
Da traição fez-se a raiva.
Da raiva fez-se o ódio.
Do ódio fez-se a retaliação.
Da retaliação fez-se o arrependimento.
Do arrependimento recobra-se a razão.
De ver que foi tudo desnecessário.
Que, no fim das contas, as duas partes erraram.
Que tudo podia ter sido diferente.
Tivesse havido bom senso, comedimento.
Não tivesse o amor sucumbido as armadilhas do tempo.
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagem em destaque
da calmaria ao tormento Cedo ou tarde, os dias de tormento chegam. E não há nada que se possa fa...
-
princípio e fim Meu lado sombrio é a hóstia do meu estio. Meu lado risonho é o princípio ...
-
mea culpa Não entendo nada de nada da vida. O que aprendi mal dá para o gasto. Vivi perdido e com a alma em conf...





