domingo, 16 de dezembro de 2018







maneira infalível de passar de maravilhoso 
à filho da puta num piscar de olhos :
fechar a carteira.



sábado, 15 de dezembro de 2018



       as tardias flores que ainda medram 



O que vale a pena, é o que não vale a pena.
O imperfeito, o impuro, o pecaminoso.
O errado, o que deu errado é o que nos ensina.
Faz valer a pena.
Pois não há surpresa, expectativas.

Tudo é ilusão.
Todos deixam a desejar.
Mesmo quando não deixam.
Ser (ter) tudo ou não ter ( ser) nada
é o mesmo na curva descendente da vida.
Quando o coração embota,
o corpo envelhece, e a sabedoria da velhice
nos engana.

Da grandeza humana de todo desacreditada,
cumpre, afinal, 
fazer com que a vida ainda valha a pena.
Enquanto podemos.
Enquanto queremos.
Enquanto nos querem.
Mesmo quando não vale a pena.
Mesmo quando imperfeito, diferente, 
fora dos padrões. 
Até mesmo deixar-se enganar por sociopatas 
que acreditam nas próprias mentiras.

Ora, se tudo que se tem resulta adulterado,
e acabamos por concluir que o amor e a virtude 
não andam lado a lado,
que até a vida desejada nos cansa,
só resta a alma desenganada se deleitar 
com as tardias flores que ainda medram... 











o senso da realidade (2)


Perca-se tudo na vida.
bens materiais, afetos, ilusões.
Entes queridos.
Faz parte, há que se conformar,
por mais difícil que seja.

Que nos falte tudo, menos o senso da realidade.
Façanha de obter,
façanha de preservar,
mas só o que nos permite manter 
o equilíbrio na corda bamba da existência.
A real noção das coisas.
Para usufruir de cada momento,
tendo pouco ou tendo tudo.

O que vai além de mensurar as coisas.
É se dar o devido valor,
não se rebaixar.
Não deixar que te rebaixem.
nem o desmereçam.
que invertam os fatos.
Parece simples, parece fácil,
no entanto, nada se compara a ser dono de si.
Dono da própria vontade.
Ter a percepção do certo e do errado.
Ainda que tudo conspire contra.
Mesmo subordinados à forças misteriosas 
que não transigem e nem perdoam.
Tudo passa e se transmuta,
o senso da realidade fica.






quinta-feira, 13 de dezembro de 2018




Há gente tão pequena 
que não vale a pena ajudar. 
Não só porque a ajuda nunca é suficiente,
como passa a ser vista como obrigação. 
São parasitas que te sugam, 
sem dar nada em troca.







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