quarta-feira, 6 de março de 2019
terça-feira, 5 de março de 2019
SOBRE INTELIGÊNCIA
O grande problema das pessoas que se acham muito inteligentes é que, geralmente, só elas acham.
As pessoas verdadeiramente inteligentes não carecem de vangloriar-se. São, e pronto.
A inteligência é um dom aprimorado pela capacitação, e referendado pelo discernimento.
Ser inteligente não nos faz superior a ninguém. Às vezes até nos diminui, quando subestimamos os outros.
Mantenha distância de quem alardeia a própria inteligência. Quase sempre é uma fraude.
Não confunda inteligência com erudição. Uma ganha-se. A outra, adquire-se.
Inteligência, assim como a beleza, é um negócio tão relativo que às vezes não traz benefício nenhum ao portador.
Ninguém é tão inteligente que não cometa erros. Admiti-los, isto sim, é sinal de inteligência.
As pessoas verdadeiramente inteligentes não carecem de vangloriar-se. São, e pronto.
A inteligência é um dom aprimorado pela capacitação, e referendado pelo discernimento.
Ser inteligente não nos faz superior a ninguém. Às vezes até nos diminui, quando subestimamos os outros.
Mantenha distância de quem alardeia a própria inteligência. Quase sempre é uma fraude.
Não confunda inteligência com erudição. Uma ganha-se. A outra, adquire-se.
Inteligência, assim como a beleza, é um negócio tão relativo que às vezes não traz benefício nenhum ao portador.
Ninguém é tão inteligente que não cometa erros. Admiti-los, isto sim, é sinal de inteligência.
O fim do amor
não, não é o fim do amor que mais dói.
o fim do amor nem se sente.
Pois morre aos poucos.
Quando se vê, já era.
chega aos poucos, sorrateiro,
o fim do amor.
de inanição, decepção, murcha.
quando se vê,
não se sente mais nada.
não, o fim do amor não dói.
definha, por falta de cuidado,
falhas de caráter.
como uma planta boa
que em terra ruim não vinga.
sofrido, dolorido,
é descobrir que se amava
alguém que não existia.
que se vivia uma farsa.
que um dia, abruptamente,
se descortina.
sem poesia,
sem magia,
sem fantasia.
coerência
Não me cobrem coerência.
Não me peçam comedimento, equilíbrio.
Não esperem de mim o que não posso dar.
Sou o que sou.
Incoerente, instável, impulsivo, e outros bichos mais.
Só não finjo. Não disfarço.
Não finjo que não é dor
a dor que deverasmente sinto.
Não me arvoro em dono da verdade.
Sequer dono da minha verdade sou.
Que muda ao sabor dos sentimentos.
Das mágoas, remorsos, desilusões.
Não choro a mocidade perdida, posto que bem vivida,
mas os sonhos abortados,
os amores fracassados.
Feridas que não cicatrizam.
O tempo fluiu sem dor,
até a evasão de tudo que fazia
a vida valer a pena.
Não, não me cobrem coerência,
comedimento,
agora que tudo é apenas um eco,
e o próprio amor se desconhece e maltrata.
Aspirando o fel e a indiferença daquela que tão bem soube
disfarçar o seu desamor.
A rosa do amor despetalou-se, na memória todavia permanece
o que os olhos não viam.
Em meus versos engastados na desrazão
dos sentidos mutilados,
as angústias sofreadas ardem no estridor de coisas novas.
Bem sei que o findar do meu tempo se aproxima.
Maduramente, repenso meus atos,
e um desejo de ser mais do que sou emerge
em meio ao sofrimento seco,
já sem lágrimas e lamentos.
Esgotada a vontade de amar, esgotou-se tudo.
Ironicamente,
nunca estive tão lúcido.
Porque não são mais os sonhos que me guiam.
Soam vãos meus versos epicuristas.
Giram, a tangenciar a razão.
Compreender deixou de importar.
Pois tudo é enganoso nesse mundo confuso.
Da imperfeição da vida,
nasce o ideal de um viver doce e fluído,
em que só o que faz sentido
é o desconhecimento das coisas e de si próprio.
segunda-feira, 4 de março de 2019
domingo, 3 de março de 2019
A FÓRMULA
Alegrias e tristezas
são como unha e carne.
Não desgrudam, irmãs siamesas.
Vão e voltam, em metódica simetria,
até que atitudes e o tempo rompam o pacto entrelaçado.
E a lei do retorno prevaleça.
Inútil tentar entender o porquê das coisas,
se nem a própria família em comunhão caminha.
Somatória do que não conseguimos entender,
mistura de genes, partículas, esperma,
o DNA nos define.
Ou não ?
Talvez o acaso, os astros, o meio ambiente, falem mais alto.
Ou um pouco de tudo.
A vida é o que é. Decifrá-la é perda de tempo.
Tudo muda muito rapidamente.
A morte ronda, traiçoeira,
mas quem deve morrer, não morre.
Porquê ?
De quantos perigos se livraram os conquistadores
que moldaram a fase da humanidade ?
O que explica a boa sorte dos facínoras
responsáveis por milhões de mortes,
aparentemente sob a guarda de deuses
sanguinários e vingativos ?
A forja da vida não tem lógica.
Ninguém escolhe seu destino, o destino é que nos escolhe.
Para o bem e para o mal.
Tarefas que somos forçados a executar.
Missões que somos obrigados a cumprir.
Por votos de insana obediência cega.
Quem pode se opor a mão pesada de quem julga e sentencia ?
Na grandeza humana embrutecida e falsificada,
só o conhecimento nos redime.
Entre alegrias e tristezas, nunca nos bastamos.
Incautamente, abdicamos dos bens mais preciosos,
o amor, a vida simples, família, amigos.
Nada aquieta o atormentado espírito.
A mão estendida se recolhe quando mais precisamos.
A compaixão não é mais do que um efêmero lampejo.
Os infortúnios alheios nos comovem, mas não nos
tiram da cômoda letargia.
Somos solidários até certo ponto.
Até o nível de nossa perdulária consciência.
Ser feliz, suprimindo-a, eis a fórmula.
O lema dos sociopatas...
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