Bem-aventurados os que conseguem ser feliz
sem precisar de uma coroa de espinho.
enganos
Quisera ter olhos para ver
além da dúvida e do diálogo.
Ver além daquilo que vejo e não vejo.
No ensejo da felicidade que não tive,
e que agora sonho que tive.
Naquilo que flui em curso misterioso.
À guisa de lembranças triviais e sagradas
que à realidade devastada se sobrepõe.
Minha cegueira é cárcere e nostalgia
que se eludem, na espera inútil
daquilo que não tive, e nem terei.
Ah, os enganos.
Feitos de ecos, sonhos, coisas secretas
que meus olhos não veem.
Talvez, por preferir o engano
de me deixar enganar
que quem mais amo,
desse amor não é digno.
o maior amor do mundo
Esqueça os estereótipos,
O maior amor do mundo é avassalador,
Mas também definha, transgride.
Posto que em terreno lodoso viceja.
Belo e forte, enquanto bem cuidado.
Degenera, quando descuidado.
O maior amor do mundo é bifronte.
Brilha e apaga num instante.
Entretido com rostos que na verdade
São máscaras.
Em simulacros de litania e tirania.
O maior amor do mundo vive de esquecer.
Sobrevivendo a todo tipo de desdouro.
Ao que o desgaste do tempo impõe,
Aparência, decadência.
No pior, o melhor mostrando.
No decurso dos descaminhos, o coração errante
fala mais alto.
A memória sobranceira a tudo transcende.
E resplandece acima do ardiloso tempo.
Não percebes o óbvio ululante ?
Que nem injúrias e infâmias injustas
arrefecem
o maior engodo do mundo ?
romance sem filtro Não é sobre ser educada e culta. Não é sobre ser carinhosa, compreensiva. Tem a ver com c...