segunda-feira, 12 de outubro de 2020


Bem-aventurados os que conseguem ser feliz 

sem precisar de uma coroa de espinho.




















  







 


                                                                                   enganos



 

Quisera ter olhos para ver 

além da dúvida e do diálogo.

Ver além daquilo que vejo e não vejo.

No ensejo da felicidade que não tive,

e que agora sonho que tive.

Naquilo que flui em curso misterioso.

À guisa de lembranças triviais e sagradas 

que à realidade devastada se sobrepõe.

Minha cegueira é cárcere e nostalgia

que se eludem, na espera inútil

daquilo que não tive, e nem terei.


Ah, os enganos. 

Feitos de ecos, sonhos, coisas secretas

que meus olhos não veem. 

Talvez, por preferir o engano

de me deixar enganar

que quem mais amo,

desse amor não é digno.






quinta-feira, 8 de outubro de 2020



                    o maior amor do mundo






Esqueça os estereótipos,

O maior amor do mundo é avassalador,

Mas também definha, transgride.

Posto que em terreno lodoso viceja.

Belo e forte, enquanto bem cuidado.

Degenera, quando descuidado.


O maior amor do mundo é bifronte.

Brilha e apaga num instante.

Entretido com rostos que na verdade

São máscaras. 

Em simulacros de litania e tirania.


O maior amor do mundo vive de esquecer.

Sobrevivendo a todo tipo de desdouro.

Ao que o desgaste do tempo impõe, 

Aparência, decadência.

No pior, o melhor mostrando.

No decurso dos descaminhos, o coração errante 

fala mais alto.

A memória sobranceira a tudo transcende.

E resplandece acima do ardiloso tempo. 


Não percebes o óbvio ululante ?

Que nem injúrias e infâmias injustas 

arrefecem

o maior engodo do mundo ?






 






 

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