Perco-me no mundo
perdido e sem nome.
Mora de favor no coração
um amor que morre de fome.
O LEGADO
Esse legado não te pertence, Hades.
Arquiteturas febris queimam no peito.
Rudes teclados da velha máquina onomatopaica
burilam palavras.
A nódoa congênita exalta o sistema.
O papel aceita qualquer baboseira, como se sabe.
Mesmo que seja só um disfarce.
Todo cuidado com o nada é pouco.
Liberdade só no âmbito do permitido.
A memória em fúria, pira.
Filhos das ruas, vira-latas da madrugada silenciam.
Frágeis como passarinhos.
Mãos fúteis afagam toda esperança.
Recém-nascidos herdam o mundo corrompido.
Em que bocas se calam, sem saliva.
sou pródigo, mas nem tanto (recall) Agarro o azul Mastigando vidro Improviso de ouvido Fungando no cangote D...