terça-feira, 16 de dezembro de 2025





Uma mulher pode se deitar com um homem no dia em que o conhece.

Ela já fez isso antes , só não com você.


Ela pode fazer coisas absurdas com um homem por pura emoção, sem hesitação.

Ela também fez isso, só não com você.


Tudo o que ela te recusa... Ela uma vez deu livremente a um homem que mal levantou um dedo para ajudá-la.


Quando ela realmente quer um homem, as regras dela se  derretem.


Quando ela não o faz,

seus padrões sobem.


As mulheres não mudam pelo homem certo.

Elas mudam pelo homem que querem.


E você aí, se esforçando por uma mulher que já foi rejeitada por homens bem menores que você.


(Do blog O último dos Honrados)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025



 Sepultar alguém vivo em nós não é fácil, mas é necessário. Não se trata de desejar o mal a quem foi importante, nem fingir que nunca existiu. É um ato silencioso de amor próprio, quando a alma entende que continuar dando o lugar de protagonista a quem já escolheu ir embora é uma forma lenta de morrer por dentro. Em algum momento, para seguir vivendo, é preciso aceitar que certas presenças permanecem apenas como história, e não mais como futuro.


Há relações que não acabam no adeus, acabam na insistência de um só lado. Você segue tentando, justificando, compreendendo, enquanto o outro já está em outra paisagem. E o coração, teimoso, insiste em manter um altar aceso para alguém que não aparece mais. É aí que nasce a necessidade de sepultar por dentro. Não é fechar o coração, é recolher as flores que você oferecia a quem não vinha e plantá-las no jardim da própria alma, onde finalmente serão bem cuidadas.


Espiritualmente, esse sepultamento é libertação. Quando você decide encerrar esse vínculo interno, corta fios energéticos que drenavam sua força, sua fé e sua capacidade de receber o novo. Você devolve ao outro o direito de seguir o próprio caminho, e devolve a si o direito de recomeçar. O luto é real, dói, dá vontade de voltar atrás, mas é nesse ato de coragem que a vida entende que você está pronto para relações mais verdadeiras.


Sepultar alguém vivo em você é uma espécie de renascimento. É dizer em silêncio: eu agradeço o que foi, aceito o que não é mais e abro espaço para o que ainda pode ser. Depois desse gesto, a alma para de mendigar migalhas emocionais e volta a se lembrar do próprio valor. Então, pouco a pouco, a paz entra, a dor se reorganiza em aprendizado e o coração descobre que nunca esteve sozinho, apenas precisava escolher, de uma vez por todas, estar ao lado de si mesmo.




quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 



A gente tem um vício estranho em transformar sofrimento em mérito. Acreditamos que o amor verdadeiro precisa ser uma batalha épica, uma conquista diária suada, um quebra-cabeça faltando peças. Se é fácil, a gente desconfia. Se é tranquilo, achamos monótono. E, nessa busca doentia por adrenalina, nos tornamos reféns de gente complicada.


Gente que não sabe o que quer, que some, que te deixa pisando em ovos, que muda de humor como quem troca de roupa. Você deixa de ser parceiro para virar terapeuta, um decifrador de códigos, tentando encontrar afeto nas migalhas de um silêncio cruel e calculado.


Você gasta sua melhor energia tentando “consertar” o outro, como se o seu amor fosse uma ferramenta mágica capaz de desentortar caráter. Mas a verdade brutal, que a gente evita encarar, é que você está tentando recitar poesia para quem não sabe nem o alfabeto. Não é mistério, é analfabetismo emocional.


Essas pessoas são incapazes de decifrar a sua alma não porque você é complexo demais, mas porque elas são limitadas demais. Elas não têm as ferramentas básicas para lidar com a profundidade e a lealdade que você coloca na mesa. A complexidade delas não é charme, é confusão. E você fica aí, se esgotando, tentando ensinar uma língua estrangeira para quem não tem o menor interesse em ser fluente em você.


Chega uma hora que a exaustão precisa vencer a teimosia. É urgente limpar a visão e aceitar o óbvio. Pare de romantizar pessoas difíceis. Amor bom é leve, presente e recíproco. O amor real não te deixa com gastrite nervosa esperando uma mensagem que nunca chega. Ele não te faz duvidar da sua sanidade. Ele é a calmaria no fim do dia, não a tempestade que destelha a sua casa.


É ter alguém que facilita, que soma, que está ali por inteiro sem que você precise implorar ou desenhar. Não confunda frieza com mistério, nem instabilidade com intensidade. Pare de tentar ser a exceção na vida de quem faz da regra o descaso. Sua alma merece descansar em alguém que entenda, sem legendas, a sorte imensa que é ter você por perto.

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De um coração intenso para corações intensos.


Marcos Adriano (Facebook)




terça-feira, 25 de novembro de 2025

 

                    o que é bom, é bom


A vida leva tudo de roldão

Nada se detém, nada se retém

O que vale é viver o momento

Não importa o sentimento

O que é bom, é bom

Amando ou não.


Não sei se é amor o que sinto

Não sei se é amor o que sentes

Não importa

Quando estamos juntos, tudo é perfeito

Nossa química é maravilhosa

É tudo o que importa

Viver o momento

O que é bom, é bom

Amando ou não.



quarta-feira, 19 de novembro de 2025


                    o que banca e o que marreta




Parabéns, você se deu bem, irmão.

Fica com ela. 

Mas não se engana, não fica se achando.

Tem o que banca e o que marreta.

tranquilo, conheço muito bem a peça.

Qualquer hora ela bate a minha porta.

Faço o que que tenho fazer, e despacho.

Porque ela é assim. Não presta.


Papo reto, irmão, parabéns, fica com ela.

Só não esquece, não canta vitória.

Se procura uma mulher honesta, pode tirar

o cavalo da chuva.

Tem o que banca, e o que marreta.

Tem o que banca e o que marreta.

Não é difícil saber quem é quem nessa história.





terça-feira, 18 de novembro de 2025


             o amor que a gente não sentia



Te amei quando não havia nada entre nós.

Nada além de diversão, atração, alegria.

Aos poucos, porém, tudo foi mudando.

A convivência nos anulando.

Vieram as desavenças, as brigas, e o amor

foi definhado.

Cada qual confinado em seu mundinho.


Me pergunto onde nos perdemos ?

O que foi feito daquilo que era tudo de bom ?

Talvez tenha nos faltado maturidade.

Talvez tenha sido a crise de meia idade.

Ou simplesmente não era para ter sido

mais do que momentos de diversão, atração, 

alegria.

Como quando não havia nada entre nós.

Nada além do amor que a gente nem sabia

que sentia. 





domingo, 16 de novembro de 2025

 



Terminar um relacionamento com um narcisista não é apenas uma separação - é uma guerra psicológica que você não sabia que estava lutando até que ela acabou. As pessoas que não viveram isto muitas vezes perguntam: "Por que não consegues simplesmente seguir em frente?" como se fosse assim tão simples. Eles não entendem que você não está apenas sentindo a falta de uma pessoa - você está sentindo a falta de uma ilusão. Você apaixonou-se por uma versão de alguém que nunca existiu verdadeiramente, mas o teu corpo e mente ainda se lembram do bombardeamento de amor, do calor, dos momentos que pareciam reais. Você fica a tentar chorar uma fantasia enquanto também assimila a verdade de que todo "eu te amo" veio com motivos escondidos.

A parte mais difícil não é apenas perdê-los - é perder-se a si mesmo. Em algum lugar no caminho, eles "treinam" você para priorizar as emoções deles em vez das tuas, para silenciar as tuas necessidades, para questionar a tua sanidade. Você se tornou quem eles queriam que você fosse - agradável, pedindo desculpas, pequeno. Depois o descartam como se nunca tivesses importado. Você está em frente ao espelho agora, procurando pela pessoa que você era antes da manipulação deles religar todo o seu sistema nervoso. Como você explica isso? Como colocar em palavras o coração partido de perceber que a própria pessoa que te partiu também te ensinou a depender dela para obter conforto?

E mesmo depois de tudo - das mentiras, dos gaslights (manipulações), do caos emocional - parte de ti ainda espera pela versão deles que um dia te fez sentir visto. Essa é a cruel ironia do abuso narcisista. Você deseja o fim com alguém que construiu o seu poder na sua confusão. Você quer paz, mas eles só conhecem o controle. A cura, portanto, não vem de entendê-los - vem de perdoar a si mesmo por não ter visto isso mais cedo. Porque libertar-se de um narcisista não é sobre libertar-se de um amante; é sobre recuperar a sua mente, a sua paz e a sua versão que acreditava no amor tranquilo e descomplicado. 


* Cândido/ Facebook


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