domingo, 9 de dezembro de 2018
meu coração me condena
meus defeitos todos acusam.
ninguém releva,
ninguém perdoa.
minhas virtudes não reconhecem.
não passam de obrigação ao implacável
escrutínio alheio.
sirvo apenas para cumprir, ser útil.
aí de mim se não dou conta do recado.
não correspondo às expectativas.
meu coração me condena.
sinto tudo com intensidade desmesurada.
dou tudo, quero tudo.
meio termo não me satisfaz.
não quero nada pela metade.
gostar, amar pela metade não é comigo.
até meu grande amor perdi por isso.
por isso, estou sozinho.
e sozinho provavelmente permanecerei.
porque cobro, sim, reciprocidade.
desde as coisas mais simples,
às coisas que me são peculiares.
atenção, respeito, educação.
para as quais espero a devida contrapartida.
o que nem sempre acontece.
ah, coração marrento,
seja mais indulgente.
seja mais meu amigo.
não me traia, não me condene
a esperar dos outros mais que podem dar.
a ser sempre o errado, por querer,
por amar demais...
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