domingo, 27 de abril de 2025


                    o cachimbo da paz





Já não lembro do teu rosto

O passado jaz no fundo do poço 

Enfim posso viver

e ser eu de novo

Livre e limpo

Tristeza e solidão não consomem mais

meu vigor.

Esqueci a musa da minha história

Fumei o cachimbo da paz comigo mesmo

De tudo que não fiz me declaro culpado

Espero um novo amor

como quem não tem um álibi

Já não lembro do teu rosto

Do resto lembro tim-tim por tim-tim. 



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