segunda-feira, 12 de maio de 2025


                    o último ato




Perdi o amor verdadeiro algumas vezes.

Hoje me contento com qualquer quebra-galho.

Nunca estive pronto para amar.

Sempre pus tudo a perder.

Todo amor que dei

me fez mais mal do que bem.


Agora não me arrisco mais.

A menos que encontre alguém que sofra

por mim.

Meu coração cansou de blefes. 

Depus as armas da beleza.

Foi-se o tempo dos rompantes, das bebedeiras,

de escrever poesia.

Hoje quero paz e calmaria.

Amargo meu calvário amoroso 

como um santo devasso. 

Enquanto ensaio o último ato.



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