a espera
* versão musicada
Minhas mãos, desaprendidas de tocar,
já não tocam, já não oram.
Meu coração, cansado de sentir,
já não sente,
menos mal que já não mente.
Nos dias que transcorrem, sem sentido,
sem tocar, sem sentir,
já nada espero, apenas sobrevivo.
A vida estagnada, o terno embolorado,
a espera do enterro.
Nada mais importa.
Bocas, sorrisos, palavras ao vento,
apenas gasto o tempo.
Os vermes já me comem por dentro.
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