insônia
A madrugada se arrasta.
Na distraída escuridão noturna,
vaga memória de pios e arrepios.
Corujas, galos, patas de cavalo ecoando
no paralelepípedo.
Na antiga noite em que me afundo,
estrelas e pássaros ainda dormem.
Alguns sortudos acasalam.
Insone, não durmo, nem acasalo.
Na imensa noite de abandono,
o amor sucumbe.
Na madrugada que se arrasta
Na vida que se engasta
Nas coisas que não desenroscam
No sono que não chega
Sonhados todos os sonhos
No meu abismo despenquei.
Da minha antiga vida, despertei.
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