quinta-feira, 18 de abril de 2019
amor e perdão
Enferma e dilacerada,
em meio a paixões, vícios e atrocidades
a humanidade rasteja.
Num mundo no qual o mal impera,
em que a ignorância e a mentira tudo conspurcam,
paradoxalmente,
manter a fé
e a crença de que o Bem triunfa,
e a Justiça no fim prevalece,
é o que nos impele
e impede de capitular frente às inúmeras adversidades
que à vida se interpõe.
Entre angústias, dores, revolta, lágrimas,
ainda assim
somos gratos ao Deus onipotente e onisciente,
que dizem misericordioso e justo.
Misericordioso e justo.
Misericordioso e justo.
Misericordioso e justo ?
"Pai, onde estás que não respondes ?", teria o próprio
Filho de Deus exclamado, pregado à cruz,
em seu martírio derradeiro.
Um DEUS surdo, cruel,
ou infinitamente misericordioso,
a ponto de sacrificar o próprio filho para
salvar a humanidade ?
Que AMOR é esse, afinal ?
De bom grado sacrificamos a vida pelos filhos,
mas Deus sacrificou
a vida do filho para a nossa salvação.
Algo de difícil aceitação, que foge à compreensão,
a não ser como um simulacro da vida em si,
feita de dor, sacrifício, renúncia.
Ou talvez para enfatizar
que o verdadeiro AMOR vai além disso.
Que só o PERDÃO redime e o eterniza.
terça-feira, 16 de abril de 2019
TEMPO SEM VOLTA
O silêncio contém
o peso de todas as palavras.
Das coisas não ditas.
Reprimidas ao longo do tempo.
Até o dia em que afloram,
escancarando a realidade obnubilada.
Invariavelmente, tarde demais
para consertar aquilo que,
silenciosamente,
se perdeu nas coisas não ditas
em tempo hábil.
Sim, o tempo passou
e tudo levou.
Relembro e espero.
A inútil espera de um
tempo sem volta.
Relembro e espero.
A inútil espera de um
tempo sem volta.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
sábado, 13 de abril de 2019
partir em paz, é tudo que me apraz
Talvez eu não viva o suficiente para reaver
o que perdi, não importa.
Mesmo porque, nada garante que valeria a pena.
Provavelmente, não.
O que passou, passou. Nunca será igual.
Melhor ficar com as lembranças.
Melhor ainda, esquecer.
Fazer como tu, deletar.
Outra vida erigir.
Diferente, com outras pessoas.
Boas e ruins, convém não se iludir.
Outros enganos virão.
Nada é perfeito. Nada corresponde a nossos anseios.
Há sempre senões, decepções.
Nada à altura da eterna insatisfação humana.
Que mesmo àquilo que tem, não dá valor.
Que só quando perde, valoriza o que antes ignorava.
Posto que a convivência nos apequena.
A medida que revela o que somos.
O amor engana. O amor ilude.
Quem ama engana, ilude.
O amor só é grande quando chega ao fundo do poço.
E ainda assim sobrevive.
Ser desprezado, espezinhado, humilhado,
e ainda assim continuar amando.
Amor ou sandice ?
Que mesmo àquilo que tem, não dá valor.
Que só quando perde, valoriza o que antes ignorava.
Posto que a convivência nos apequena.
A medida que revela o que somos.
O amor engana. O amor ilude.
Quem ama engana, ilude.
O amor só é grande quando chega ao fundo do poço.
E ainda assim sobrevive.
Ser desprezado, espezinhado, humilhado,
e ainda assim continuar amando.
Amor ou sandice ?
Da loucura do amor padeço, mas já não sofro.
Nem dele preciso. Resignado em apenas sentir.
Não careço de ser feliz.
Não quero esse tipo de felicidade. A dependência de algo
que não controlo.
Não quero ser feliz, pagar o preço. Basta me sentir bem,
em paz.
Já fiz o que podia ter feito.
Agora, é relaxar.
Nem dele preciso. Resignado em apenas sentir.
Não careço de ser feliz.
Não quero esse tipo de felicidade. A dependência de algo
que não controlo.
Não quero ser feliz, pagar o preço. Basta me sentir bem,
em paz.
Já fiz o que podia ter feito.
Agora, é relaxar.
sexta-feira, 12 de abril de 2019
olhai por nós
Vida incognoscível, intransferível,
a todo momento principia e se extingue.
Aqui brota, ali jaz.
O real em surreal sem mais nem menos
se transforma.
Em parte, condicionada às nossas atitudes;
em outra, às peripécias do destino.
Consciência e inconsciência lado à lado,
o tempo irredimível aponta para um só fim.
Mundo de perpétua solidão, caminhos que
não percorremos.
Portas que jamais abriremos.
Tardio reconhecimento, inútil arrependimento.
Luz e trevas. Trevas e luz.
Condenados ao veredito das perdas irremediáveis,
das razões indecifráveis,
tragédias sem sentido,
amores desperdiçados.
a todo momento principia e se extingue.
Aqui brota, ali jaz.
O real em surreal sem mais nem menos
se transforma.
Em parte, condicionada às nossas atitudes;
em outra, às peripécias do destino.
Consciência e inconsciência lado à lado,
o tempo irredimível aponta para um só fim.
Mundo de perpétua solidão, caminhos que
não percorremos.
Portas que jamais abriremos.
Tardio reconhecimento, inútil arrependimento.
Luz e trevas. Trevas e luz.
Condenados ao veredito das perdas irremediáveis,
das razões indecifráveis,
tragédias sem sentido,
amores desperdiçados.
O futuro, sem futuro, atrelado aos enganos.
O tempo relapso estagnado no tédio, na fadiga.
A vida como era, e que num instante não é mais.
Senhor, olhai por nós,
agora e na hora de nossa morte.
A vida como era, e que num instante não é mais.
Senhor, olhai por nós,
agora e na hora de nossa morte.
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagem em destaque
romance sem filtro Não é sobre ser educada e culta. Não é ser carinhosa, compreensiva. Tem a ver com coisas ...
-
princípio e fim Meu lado sombrio é a hóstia do meu estio. Meu lado risonho é o princípio ...
-
mea culpa Não entendo nada de nada da vida. O que aprendi mal dá para o gasto. Vivi perdido e com a alma em conf...





