Pena, nossas verdades
forjaram diásporas irreversíveis.
prisioneiro
Precisava reaprender o que nunca aprendi.
Quisera ter nascido adulto com olhos de criança.
Caminhar entre solidões com o sol no coração.
Escrever versos feitos de sal e angras de ternura.
Revelar-me em cada canto de pássaro prisioneiro.
Ter asas e barbatanas para saciar a sede de liberdade.
Ser a semente que mata a fome de amor e beleza.
Precisava saber o que fazer com o enorme vazio de esperar.
Queria (re)encontrar alguém que fizesse
não me sentir tão só...
na parede da memória
O mundo dá voltas e eu,
folgo em dizer,
já não sinto desejo, nem revolta.
Da vida, tenho sido um
aprendiz relapso.
Mas, enfim, apto
a seguir em frente,
virar a página.
E com a alma nua
como a lua,
do antigo amor desamar.
Sem remorso, sem moratória.
Sem nada deixar ou levar.
Quando muito, um simples retrato
na parede da memória.
a ciranda dos loucos
A vida se refaz, cantando suas dores insepultas.
Aqui e ali, o baldo gozo de sonhos dispersos.
Vago canto de súplicas e imarcescíveis sevícias.
Redutos de ódio profanam o Islã.
O lixo predatório inunda a terra devastada.
Crianças sem futuro herdam o mundo despetalado.
Roem as côdeas de indormidas certezas.
Na ciranda dos loucos que governa a humanidade,
o Bem e o Mal já não distinguem
o certo e o errado.
da calmaria ao tormento Mais cedo ou mais tarde, os dias de tormento chegam. E não há nada que s...