o último canto
Se este fosse meu último canto,
gostaria que fosse repleto de alegria, beleza,
heroísmo.
Mas, bem o sei, nada mais improvável.
Porque as cinzas de muitos fogos
cobrem meus mais variados pecados.
No entanto, minha alma dolente dorme
em lençóis de linho.
Meu metro, permeado de malogros e desatinos,
tornou-se para mim
um exaustivo escambo com a consciência.
Que me guia como um farol sem luz.
Minha paz interior brinca de atormentar-me.
Sou feliz a meu modo.
Pisando em campo minado.
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