de como se livrar de uma pessoa tóxica
Parabéns. Finalmente encontraste as forças para bater a porta. Deixaste aquela pessoa que te sufocava, te manipulava e espezinhava a tua autoestima. Pensas que o mais difícil já passou e que a liberdade te estende os braços.
Sim, é o que todos nós imaginamos.
No entanto, é exatamente nesse preciso instante que começa a fase mais escorregadia da tua reconstrução.
Deixar um manipulador não é o mesmo que uma rutura normal.
É uma verdadeira desintoxicação psicológica. O teu cérebro está habituado a uma montanha-russa emocional: à privação, ao estresse e, depois, às reconciliações na cama.
Quando tudo para de repente, o silêncio torna-se ensurdecedor.
O vazio instala-se.
E, nesse vazio, a tua mente vai começar a pregar-te partidas para te empurrar de volta para o teu carrasco.
Aqui estão os 6 erros fatais que te espreitam logo após a rutura, e o que deves imperativamente fazer em vez disso para salvares a tua pele.
Erro n.º 1: Procurar uma explicação final (A necessidade de fechar o ciclo).
Queres sentar-te à mesa para lhe dizer as verdades ou esperar que ele finalmente compreenda o mal que te fez.
O manipulador nunca irá pedir desculpa sinceramente.
Ele usará esse último encontro apenas para te culpar novamente.
Em vez disso:
Aceita que a tua própria decisão é a tua única explicação. O silêncio absoluto é a melhor das respostas.
Deixa-o sozinho com a sua falta de maturidade diante do seu próprio reflexo.
Erro n.º 2:
Espiar as suas redes sociais.
Ver as suas "stories," verificar se está online, tentar saber se já está feliz sem ti.
Isto é masoquismo digital. Estás a infligir a ti próprio descargas de ansiedade gratuitas e desnecessárias.
Em vez disso:
Bloqueia-o em todo o lado, sem exceção.
Elimina também aqueles amigos em comum que são toscos e demasiado curiosos.
Como dizia Friedrich Nietzsche:
Se olhares muito tempo para o abismo, o abismo também olhará para ti. Desvia o olhar.
Erro n.º 3:
Idealizar o passado nos momentos de solidão.
No domingo à noite, quando a casa está vazia, a tua memória faz uma triagem seletiva e traiçoeira. Esqueces os gritos, as humilhações e as lágrimas. Lembras-te apenas daquelas férias ao sol e dos primeiros meses mágicos.
Em vez disso:
Escreve a "lista do horror". Pega num caderno e aponta as piores rasteiras, as mentiras e aquela sensação de nó no estômago que tinhas quando estavas com essa pessoa.
Releia essa lista sempre que a tua mente vacilar.
Erro n.º 4:
Querer continuar amigo por "maturidade".
«Nós amámo-nos, não vamos passar a ser desconhecidos.»
Esta é a frase preferida dos perversos narcisistas para manterem um pé na tua vida e continuarem a vigiar-te.
Ninguém vai beber um café com a pessoa que tentou afogá-lo.
Em vez disso:
Tornem-se perfeitos desconhecidos.
A verdadeira maturidade consiste em saberes proteger-te.
Corta os contatos definitivamente para permitires que o teu coração cicatrize.
Erro n.º 5:
Mergulhar imediatamente numa "relação penso-rápido".
Tentar preencher o vazio com outra pessoa para não sofreres.
Se ainda não te curaste dessa dependência psicológica, vais atrair exatamente o mesmo perfil de predador.
Mudarás de rosto, mas a história será a mesma.
Em vez disso:
Aprende a domesticar a tua solidão. Oferece-te o luxo de te reencontrares, de redescobrires o que gostas de comer, de ver ou de fazer, sem teres de pedir permissão a ninguém.
Erro n.º 6:
Guardar objetos, fotos, qualquer coisa que te traga lembranças.
Purifica o teu espaço vital. A tua casa tem de voltar a ser um santuário de paz.
EM RESUMO:
A recaída após uma rutura tóxica é humana, mas não é uma fatalidade. Não te culpes por teres momentos de fraqueza ou por teres vontade de chorar.
O caminho para da liberdade é tudo menos uma linha reta: é uma escada onde subimos dois degraus e, às vezes, descemos um.
O importante não é nunca cair, é não te enredar na armadilha que o teu ex te estende.
Tu partiste a gaiola. Agora, reaprende a voar ao teu próprio ritmo.
#storefront
#Quentin
#machado
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