a derradeira condição
Viver o ocaso dos sonhos.
A dor dos vivos.
Em meio a consciência dos fracassos.
A transitoriedade de tudo.
Quando enfim todos os fingimentos caem.
Eis a derradeira condição.
O futuro emulado no engodo do passado
retém o que poderia ter sido e o que foi.
Nas esferas da existência, a mão do tempo
dá e falsifica.
Depois da abundância, vem a escassez.
E o amor em ódio se transforma.
As regras são arbitrárias.
Adaptar-se é a única escapatória.
Coabitar com as perdas, as doenças,
as condições extremas,
as condições herdadas,
as falsetas do destino,
aos erros crassos.
A falta de sorte.
Ao fim e ao cabo da excruciante jornada,
vivos e mortos
passam da mesma forma.
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