quinta-feira, 25 de junho de 2026


                            a derradeira condição                          


Viver o ocaso dos sonhos.

A dor dos vivos.

Em meio a consciência dos fracassos.

A transitoriedade de tudo.

Quando enfim todos os fingimentos caem.

Eis a derradeira condição.


O futuro emulado no engodo do passado

retém o que poderia ter sido e o que foi.

Nas esferas da existência, a mão do tempo

dá e falsifica.

Depois da abundância, vem a escassez.

E o amor em ódio se transforma.


As regras são arbitrárias.

Adaptar-se é a única escapatória.

Coabitar com as perdas, as doenças,

as condições extremas,

as condições herdadas,

as falsetas do destino,

aos erros crassos.

A falta de sorte.


Ao fim e ao cabo da excruciante jornada, 

vivos e mortos

passam da mesma forma.


   

 

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