moinhos de vento
A vida se desfaz em brevidades.
Nuvens cansadas vagam o céu indeciso.
Pedaços de lucidez galopam com destinos opostos,
forjando a vida itinerante.
Despojos de mim inventam o mundo
de moinhos de vento.
Não há um dia sem dores e deslumbramentos.
Envelhece o tempo renascido de si mesmo.
O mundo é grande mas nem tanto.
Uma dor antiga sobrevive em meio
a imundície e miséria.
À margem dos dias, rompe-se o invólucro
das façanhas retroativas.
E assim, extinto o encantamento,
a própria beleza torna-se inútil.
A vida, quando não é festa, é guerra.
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